Período simples é o agrupamento de palavras em torno de um verbo, com sentido completo:
Ana está doente.
Eu e meus irmãos compraremos roupas novas amanhã.
Todos os dias eu espero o jornal na porta.
Período composto é o agrupamento de orações finalizadas por um único ponto, que pode ser um ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação, reticências e, eventualmente, dois-pontos, mas nunca uma vírgula ou um ponto e vírgula:
Ana saiu, mas voltará logo.
Eu espero que você seja feliz.
Todos vimos os homens que colhiam algodão no campo.
Enquanto todos estiverem falando, eu não poderei explicar a matéria que preparei para hoje.
O período composto se constitui de duas maneiras diferentes: por coordenação e por subordinação.
■ 4.3.1. Período composto por coordenação
É o período que apresenta orações de sintaxe independente. Suas orações são coordenadas, pois ligam-se pelo sentido ou através de uma conjunção coordenativa.
■ 4.3.1.1. Orações coordenadas assindéticas
São aquelas que se ligam a outras apenas pelo sentido, sem o auxílio de conjunções coordenativas. Estão justapostas, separadas por vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos ou travessão:
Saia, deixe-me em paz!
Seu pai esteve aqui, deixou um abraço para você.
Essas orações não comportam classificação, embora possam ser percebidas diferentes relações entre elas, por exemplo: de adição (vim, vi, venci), de oposição (eles partiram, eu fiquei), de explicação (chegue mais cedo, precisamos conversar).
■ 4.3.1.2. Orações coordenadas sindéticas
São aquelas que, além de se ligarem pelo sentido, ligam-se também com o auxílio de conjunção coordenativa.
Fale a verdade, ou não mais conversarei com você.
Não li o livro, mas farei a prova assim mesmo.
As orações coordenadas sindéticas, por terem conjunções, são reclassificadas de acordo com o sentido expresso pela conjunção.
■ 4.3.1.2.1. Oração coordenada sindética aditiva
São as orações que expressam ideias similares ou equivalentes, e por isso dão ideia de soma, adição.
Principais conjunções aditivas: e, nem, mas também, mas ainda, senão também, como também (depois de não só), tampouco, além disso, ademais, outrossim, mais (na matemática ou em linguagem regional) etc.
Ana caiu e quebrou a perna.
Ela não foi ao mercado nem foi à feira.
■ 4.3.1.2.2. Oração coordenada sindética adversativa
Expressa um pensamento que se opõe ao anterior, dá ideia de contrariedade e, por isso, adversidade. É uma ressalva de pensamentos, que pode indicar oposição, retificação, restrição, compensação, advertência ou contraste.
Principais conjunções adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, senão (= mas sim), no entanto, ao passo que, não obstante etc.:
Trata a todos com respeito, mas não com intimidade.
Irei com você, porém prefiro ficar em casa.
■ 4.3.1.2.3. Oração coordenada sindética alternativa
Expressa ideias que se excluem ou que se alternam, daí transmitir a noção de escolha, alternância.
Principais conjunções alternativas: ou (repetido ou não), ora, já, quer, seja, talvez (repetidos):
Vá para casa agora, ou tomará chuva. (a primeira oração é assindética)
Ora chorava, ora sorria.
Apenas a conjunção ou pode ser usada isoladamente. As demais são usadas aos pares, fazendo com que as duas orações sejam sindéticas.
■ 4.3.1.2.4. Oração coordenada sindética conclusiva
Mostra a dedução ou conclusão de um raciocínio.
Principais conjunções conclusivas: assim, logo, portanto, por isso, por conseguinte, por consequência, pois (posposto ao verbo da oração), então, destarte, dessarte etc.:
Penso, logo existo.
Você não terminou a lição; não irá, pois, brincar.
■ 4.3.1.2.5. Oração coordenada sindética explicativa
Aquela que se apresenta justificando a oração anterior, ou seja, reforça a ideia através de uma explicação de uma sugestão, ordem ou suposição. Não se confundem com as subordinadas adverbiais causais, porque estas indicam a causa de um fato.
Principais conjunções explicativas: que, porquanto, porque, pois (anteposto ao verbo da oração) etc.:
Choveu à noite, porque o chão está molhado.
A noite está quente, pois é verão.
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