Milenium - Paraíba: Domingo, 15 de março de 2020 / F1
Xiaomi lança bateria portátil com carregamento sem fio. Vale a pena?
Xiaomi lança bateria portátil com carregamento sem fio. Vale a pena?
A Xiaomi lançou, na Índia, uma nova bateria portátil que tem como diferencial recarregar a bateria do celular, ou outros dispositivos compatíveis com o padrão Qi, sem o uso de fios.
Batizado de “Mi Wireless Power Bank” a bateria permite carregar aparelhos sem fios a 10W. Além disso pode carregar simultaneamente outro aparelho com uso da porta USB a 18W. A recarga dos aparelhos pode ser feita ainda enquanto o power bank é recarregado pela entrada USB-C.
O aparelho pode ser interessante para donos de smartphones compatíveis com o padrão Qi de recarga sem fio, incluindo o iPhone 8 e superiores, Galaxy S6/S7/S8/S9/S20, Google Pixel 3 e 4, Galaxy Note 5/7/8/9/10, Xiaomi Mi 9, Nexus 4 e até o Lumia 920. Além disso, pode recarregar alguns modelos de relógios smart como o Apple Watch e acessórios como o Apple AirPods.
Assim como carregadores e baterias equivalentes com recarga sem fio, o power bank da Xiaomi inclui proteções contra altas temperaturas, curto-circuito, sobrecarga, detecção de objetos metálicos, etc.
Power bank tem acabamento anti-derrapante (foto: Xiaomi)
As especificações do modelo – WPB15ZM – incluem saída a 5 V-2,4 A, 9 V-2 A, 12 V-1,5 A, temperatura de operação entre 5 e 35 graus, peso de 230 gramas, 14,79 cm de altura, 7,06 cm de largura e 1,66 cm de profundidade.
A bateria da Xiaomi está disponível na loja online da marca na Índia, com capacidade de 10.000 mAh, ao preço de 2.500 rúpias, cerca de R$ 170,00 em conversão direta, e inclui um cabo para recarga, além do manual de instruções. Ainda sem previsão de chegada ao Brasil, se o preço for competitivo, vale a pena ficar de olho.
F2
Scanner portátil da Kodak leva as fotos analógicas direto para o Instagram
A conversão de rolos de filmes analógicos para o digital normalmente envolve o investimento de uma bela quantidade de reais em um scanner ou, se você não quer ter muito trabalho, gastar mais ainda na digitalização em um laboratório de fotografia. Mas a Kodak quer facilitar — muito — todo esse processo e lançou o Kodak Mobile Film Scanner, um scanner portátil de filmes que traz uma estrutura de papelão (semelhante ao Google Cardboard), um aplicativo especial e uma luz LED que exige duas pilhas AA.
Em outras palavras, o Kodak Mobile Film Scanner é um sistema de digitalização de filmes analógicos, mais precisamente para negativos de 35 mm e slides. Para isso, basta usar o seu smartphone, o aplicativo especial citado anteriormente e a estrutura de papelão.
O scanner portátil da Kodak é montado diretamente na caixa que o armazena quando ele não está em uso. A metade inferior da caixa abriga a parte da mesa de luz do scanner, enquanto a parte superior é onde você colocará seu telefone. Embora feito de papelão, ele é forte o suficiente para segurar com segurança um celular sem problemas.
O scanner demora cerca de cinco minutos para ficar pronto para uso. A seção superior se desdobra com alças que são manuseadas na metade inferior. O smartphone fica no topo, com a câmera posicionada sobre um pequeno orifício projetado para ajudar a alinhá-la sobre a luz LED. Como o dispositivo foi projetado para funcionar com várias câmeras, você precisa ter o cuidado de posicionar o telefone perfeitamente para manter as digitalizações centralizadas e retas.
No aplicativo Kodak Mobile Film Scanner (disponível para iOS e Android), basta selecionar o tipo de filme que você está digitalizando (negativos coloridos, negativos preto-e-branco ou slides coloridos) e o aplicativo fará o resto, transformando automaticamente um negativo em uma imagem digital.
O rolo de filme desliza em um slot posicionado diretamente na parte superior da luz LED de fundo. Com os dedos, o usuário empurra ou puxa o rolo de filme até que a imagem esteja alinhada na pré-visualização exibida na tela do smartphone. Tocar na tela focaliza a câmera do smartphone e usa o ajuste automático do aplicativo, enquanto um único controle deslizante permite ajustes manuais na cor antes de fotografar.
Quando o filme estiver no lugar, pressione o botão da câmera no aplicativo para "digitalizar" o filme. A partir daí, o aplicativo vai direto para um conjunto de ferramentas de edição, incluindo cortar e ajustar imagem (as fotos horizontais precisarão ser giradas). O aplicativo também inclui filtros, exposição, saturação, nitidez, calor e um punhado de outras ferramentas de edição. Uma vez terminado, basta tocar na marca de seleção, que salvará a foto automaticamente e levará você a uma tela onde é possível compartilhá-la nas redes sociais e afins ou iniciar uma nova digitalização.
Se você gostou do Kodak Mobile Film Scanner, é possível comprá-lo na Amazon. E, o melhor de tudo: ele custa apenas US$ 40 (pouco mais de R$ 149 no câmbio de hoje).
F3
Tesla já produziu 1 milhão de veículos elétricos, informa Elon Musk
A Tesla bateu a marca de produção de 1 milhão de veículos elétricos. Quem confirma isso é o CEO da empresa, Elon Musk. Pelo Twitter, ele comemorou a marca ao parabenizar a equipe pelo esforço.
“Parabéns ao time da Tesla por fazer o milionésimo carro”, escreveu o executivo. Além de comemorar o marco, a publicação pode ter o objetivo de segurar as ações da empresa. Na segunda-feira (9), a companhia viu seus papéis despencarem 13% em função de preocupações com o novo coronavírus na China, além de problemas com quedas de combustíveis.
Elon Musk
✔
@elonmusk
Congratulations Tesla team on making our 1,000,000th car!!
Ver imagem no TwitterVer imagem no Twitter
262 mil
23:32 - 9 de mar de 2020
Informações e privacidade no Twitter Ads
24,9 mil pessoas estão falando sobre isso
O marco da companhia é algo a se comemorar depois de vários problemas durante meses para acertar a linha de montagem, principalmente do Model 3. Atualmente, a Tesla produz também o Model S, o Model X e o Model Y, sendo que as entregas deste último devem começar já em abril.
A empresa ainda está enfrentando um aumento de concorrência, o que colaborou para a queda de suas ações. Na semana passada, a BMW apresentou o Concept i4, seu novo modelo-conceito de veículo elétrico, cuja produção deve começar em 2021. No final de 2019 a Volkswagen também já começou a fabricar o ID.3, também elétrico, e anunciou planejamento para 70 novos modelos do setor até 2028.
F4
Regiões caóticas em Mercúrio podem ter abrigado formas de vida no passado
Mercúrio é um planeta hostil cujas temperaturas podem ultrapassar os 425 °C, mas, apesar de parecer improvável que tal ambiente possa abrigar vida, uma nova pesquisa diz o contrário. Um grupo de cientistas levanta a possibilidade de que algumas partes abaixo da superfície do planeta possam ter sido capazes de gerar química prebiótica - e talvez algumas formas de vida simples.
No planeta mais próximo do Sol, existe uma região chamada Bacia Caloris, extensa cratera de impacto com aproximadamente 1.550 km de diâmetro, que é uma das maiores do Sistema Solar. Ela está cercada por um anel de montanhas de aproximadamente de 2 km de altura. De acordo com o artigo, os terrenos caóticos do lado oposto à Caloris são produzidos pela remoção de grandes volumes de voláteis da crosta superior.
Alexis Rodriguez, autor principal do artigo publicado na revista Nature, explica que essa descoberta significa que “Mercúrio tinha uma crosta rica em voláteis - possivelmente mas não necessariamente rica em água - neste local". As temperaturas por lá são extremas, tanto no dia quanto à noite, e por isso sua superfície tem sido descartada como possivelmente habitável. No entanto, a história poderia ser diferente em regiões abaixo da superfície.
A hipótese que a equipe de Rodriguez levanta é que os vales e montanhas desses terrenos caóticos “já fizeram parte de depósitos geológicos ricos em voláteis, a alguns quilômetros de profundidade”. Ou seja, eles “não consistem em superfícies de crateras antigas sismicamente perturbadas devido à formação da bacia de impacto Caloris, no lado oposto do planeta, como alguns cientistas especularam”.
Seria possível colonizar um planeta tão próximo do Sol como Mercúrio?
A origem mitológica dos nomes de planetas e luas do Sistema Solar
A bacia Caloris é a vasta formação no hemisfério norte de Mercúrio
Um forte indício que levou a essa descoberta foi perceber que o desenvolvimento desses terrenos caóticos persistiu até aproximadamente 2 bilhões de anos após a formação da bacia Caloris. Por exemplo, a equipe identificou perdas de elevação da superfície em vários quilômetros nos terrenos caóticos localizados no ponto oposto à grande bacia. Isso indica que enormes volumes de voláteis crustais se transformaram em gás, que por sua vez escapa da crosta superior do planeta.
E não é apenas nessa região que a diminuição da elevação indica a perda de voláteis. A pesquisa aponta que existem vários outros terrenos caóticos em outras partes do planeta, a ponto dos autores cogitarem que a crista de voláteis pode ser até mesmo global em extensão. Além disso, esses voláteis podem ser diversos em composição, o que pode ter oferecido à crosta superior de Mercúrio um grande número de condições composicionais e térmicas - algumas talvez habitáveis.
Para fortalecer ainda mais essa hipótese, o estudo mostra que "vastos campos de lava se formaram logo após o desenvolvimento dos terrenos caóticos, de modo que o calor vulcânico poderia ter desestabilizado e liberado os aparentemente vastos volumes de voláteis crustais".
Essa crosta rica em voláteis pode ter chegado em Mercúrio através de impactos de corpos que vieram dos limites gelados do Sistema Solar externo ou do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. "Mesmo que as condições habitáveis tivessem existido apenas brevemente, relíquias da química prebiótica ou da vida rudimentar ainda poderiam existir nos terrenos caóticos", disse Jeff Kargel, coautor do estudo.
Se essas hipóteses forem confirmadas, essa e outras áreas de Mercúrio “podem ser considerações importantes para futuros locais de aterrissagem, a fim de investigar a origem da crosta rica em voláteis do planeta e, talvez, até seu potencial astrobiológico”, concluem os pesquisadores.
F5
Ossadas em caverna põem em xeque teoria sobre peste negra na África
Parte dos pesquisadores defende que a peste bubônica não teria chegado aos países abaixo do Saara, mas descoberta no Gabão promete derrubar essa hipótese
Em 2018, uma equipe de arqueólogos franceses encontrou centenas de artefatos medievais e restos humanos na caverna Iroungou, no sudeste do Gabão. Agora, uma nova investigação sobre a causa da morte dessas pessoas promete mudar o que se sabe sobre como a peste bubônica – doença que ficou conhecida mundialmente como peste negra – afetou a África.
Parte dos pesquisadores defende que a Peste Negra não teria chegado aos países abaixo do Saara, mas descoberta promete derrubar essa teoria (Foto: Reprodução/NOT Engineers)
Quando a peste negra atingiu a Europa no século 14, boa parte das pessoas na Ásia e no norte do continente africano foram afetadas: estima-se que até 50% das populações das grandes cidades tenham morrido. Entretanto, um artigo publicado na revista Science em 2019 diz que boa parte dos pesquisadores defende que a praga não teria atravessado o deserto do Saara, ou seja, os países subsaarianos não teriam sido afetados.
Esqueletos de 48 vítimas da peste bubônica são descobertos na Inglaterra
Algo que reforça essa teoria é o fato de que os registros escritos daquela época encontrados na África não fazem menção à praga, e nunca foram encontradas valas comuns que se assemelhem às "covas da Europa" onde as vítimas da peste negra eram desovadas. Além disso, os exploradores europeus dos séculos 15 e 16 tampouco registraram eventos a respeito – e, considerando os surtos que assolavam a Europa, acredita-se que eles teriam notado a existência da doença no continente vizinho.
A equipe durante escavações na caverna Iroungou (Foto: Reprodução/NOT Engineers)
Agora os historiadores franceses esperam que a análise química e biológica dos restos mortais encontados no Gabão, abaixo do deserto, ajudem a desvendar esse mistério. "Essa caverna nos permitirá descobrir um pouco mais sobre esses povos da África central, em grande parte desconhecidos na história", disse Richard Oslisly, que liderou as escavações, em comunicado.
Um kindu, tradicional sino ritualístico gabonês (Foto: Reprodução/NOT Engineers)
De acordo com a equipe, outro aspecto que torna a descoberta ainda mais importante é seu estado de conservação. Na África Subsaariana, "os solos são muito ácidos, então tudo de origem humana e animal se decompõe muito rapidamente", disse Geoffroy de Saulieu, arqueólogo do Instituto de Pesquisa da França para o Desenvolvimento. "É excepcional obter esse tipo de ossada."
F6
Nova espécie de inseto da Nicarágua é batizada em homenagem a Lady Gaga
Popularmente conhecido como "soldadinho" ou "viuvinha", animal da América Central ganhou o nome científico de Kaikaia gaga por conta de sua aparência extravagante
Uma nova espécie do inseto conhecido como "soldadinho" ou "viuvinha" foi batizada de Kaikaia gaga, em homenagem à diva do mundo da música Lady Gaga. A honra foi concedida por pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, que publicaram um estudo sobre o animal Zootaxa.
"Adoro formas e cores ultrajantes", disse Brendan Morris, um dos pesquisadores, em comunicado. "Surpreende-me que um grupo com cerca de 40 milhões de anos [como os Membracidae] tenha tanta diversidade de formas. Eu diria que essa é uma diversidade que não vemos em nenhuma outra família de insetos."
Segundo os especialistas, essa espécie tem diversas formas, cores e padrões, o que a diferencia das outras. "Se houver um inseto Lady Gaga, será uma viuvinha, porque elas têm esses chifres loucos e têm um senso de moda maluco", brincou Morris. "Elas são diferentes de tudo que você já viu antes."
Detalhes de Kaikaia gaga provam que ela não pertence apenas a uma nova espécie, mas também a um novo gênero do inseto (Foto: Brendan Morris/Universidade de Illinois)
O K. gaga foi encontrado pela primeira vez há mais de 30 anos na floresta tropical da Nicarágua, perto da costa do Pacífico. Ele permaneceu como parte da coleção do Museu Carnegie de História Natural, em Pittsburgh, nos EUA, até recentemente, quando Morris decidiu investigar os insetos da espécie e encontrou um que não se encaixava em nenhum gênero já conhecido.
Outras espécies de viuvinhas (Foto: Gernot Kunz, Christopher Dietrich e Brendan Morris/Universidade de Illinois)
De acordo com o pesquisador, a parte do tórax logo atrás da cabeça do animal tem chifres, como muitos outros espécimes da família, mas os pelos das pernas o diferenciam das outras. "Além disso, o frontoclípe, que é o 'rosto', tem um formato totalmente diferente", observou Morris. "E a genitália parece mais com a de viuvinhas do Caribe ou com a de um grupo do Velho Mundo conhecida como Beaufortianini."
Essa última questão ainda intriga os pesquisadores, pois acredita-se que as viuvinhas surgiram nas Américas, e não na Europa. Por isso, mais estudos são necessários. Agora, a equipe pretende sequenciar o DNA do animal para poder estudá-lo a fundo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário