Nome do âmbito matemático, designa usar qualquer processo de obtenção dos valores de uma função fora de um intervalo, mediante o conhecimento de seu comportamento dentro desse intervalo (Houaiss, 2009); do francês extrapoler, de interpoler, com substituição de inter por extra, do latim polare, voltar, virar (Le Petit Robert, Dic. de la Langue Française, 1996), conexo com polus, polo do mundo; do grego pólos. eixo, eixo do mundo, polo, abóbada celeste, pivô em torno do qual gira alguma coisa (Houaiss, ob. cit.; I. Pereira, Dic. Grego-Port e Port-Grego, 1990; H. Liddell, Greek-English Lexicon, 1996). Assim, literalmente, extrapolar significa ir para fora de uma estrutura central.
É muito usado em sentido figurativo ou por extensão como equivalente a exceder, ultrapassar, exorbitar, ir além de, termos recomendáveis (S. Gusmão & R. Silveira, Redação do Trabalho Científico na Área Biomédica, 2000, p. 119; E. Martins, Manual de Redação e Estilo, 1997), em lugar de “A licença extrapolou o número de dias permitido”, “As expectativas extrapolaram o esperado”, “Os paciente atendidos extrapolaram de número”. Também assim se pode considerar, nesse sentido, seu cognato extrapolação. Não há extrapolamento em dicionários de referência.
Extrapolar consta da lista de termos a serem evitados em reportagens e notícias, exceto na transcrição de declarações textuais ou entrevistas, publicada no manual de redação para jornalistas da Folha de São Paulo (Folha de São Paulo, Manual de Redação, 2010, p. 57). Os dicionários Aurélio, Houaiss, Aulete e Michaelis consignam como uso informal, extrapolar no sentido de ultrapassar os limites, restrito à linguagem literária.
Extrapolar faz parte do modo de falar no âmbito da medicina e da língua portuguesa, o que lhe dá legitimidade de uso como fato da língua. Convém observar os questionamentos mencionados para evitar seu emprego sistemático ou preferencial no sentido figurativo ou por extensão, sobretudo como termo técnico em artigos científicos, documentos oficiais e redações.
É muito usado em sentido figurativo ou por extensão como equivalente a exceder, ultrapassar, exorbitar, ir além de, termos recomendáveis (S. Gusmão & R. Silveira, Redação do Trabalho Científico na Área Biomédica, 2000, p. 119; E. Martins, Manual de Redação e Estilo, 1997), em lugar de “A licença extrapolou o número de dias permitido”, “As expectativas extrapolaram o esperado”, “Os paciente atendidos extrapolaram de número”. Também assim se pode considerar, nesse sentido, seu cognato extrapolação. Não há extrapolamento em dicionários de referência.
Extrapolar consta da lista de termos a serem evitados em reportagens e notícias, exceto na transcrição de declarações textuais ou entrevistas, publicada no manual de redação para jornalistas da Folha de São Paulo (Folha de São Paulo, Manual de Redação, 2010, p. 57). Os dicionários Aurélio, Houaiss, Aulete e Michaelis consignam como uso informal, extrapolar no sentido de ultrapassar os limites, restrito à linguagem literária.
Extrapolar faz parte do modo de falar no âmbito da medicina e da língua portuguesa, o que lhe dá legitimidade de uso como fato da língua. Convém observar os questionamentos mencionados para evitar seu emprego sistemático ou preferencial no sentido figurativo ou por extensão, sobretudo como termo técnico em artigos científicos, documentos oficiais e redações.
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