segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Seguidores em - Vanguarda TV 3ª Edição

 Dcavalcantec - que horas esse telejornal era exibido?

Luiz Felipe de Mendonça Nascimento - até dezembro de 2010, às 4:00, de segunda para terça, de terça para quarta, de quarta para quinta e de quinta para sexta, após um filme do Intercine, da Sessão Brasil ou do Corujão e antes do Telecurso. De sexta para sábado, após o Corujão e antes da faixa educativa (Globo Educação, Globo Ciência, Globo Ecologia, Globo Universidade e Ação). De sábado para domingo, após o Corujão ou a série Uma Família da Pesada e antes da Santa Missa de Padre Marcelo Rossi. Em vésperas de feriado, após o Festival de Desenhos. A partir de janeiro de 2011, de segunda para terça, após um filme da Sessão Brasil ou do Corujão e antes do Telecurso. De terça para quarta, de quarta para quinta e de quinta para sexta, após as séries estrangeiras ou o Corujão e antes do Telecurso. De sexta para sábado, após o Corujão do Esporte ou o Corujão e antes do sábado educativo (Globo Cidadania). De sábado para domingo, após o Corujão ou a série American Dad e antes da Santa Missa. Em vésperas de feriado, após o desenho Luluzinha. 

Lucas Coimbra - segunda, 3:50 / terça e quarta, 4:10 / quinta e sexta, 4:20. No sábado e no domingo, depende do filme ou de algum evento ou programa especial.

sábado, 29 de agosto de 2020

Palavras que todos pronunciam errado

 A língua portuguesa é uma das mais belas do mundo. Cheia de regrinhas e conjugações, muitos a consideram como uma das mais difíceis de ser aprendidas, o que é, claro, um exagero. Porém, existem palavras recorrentes no nosso idioma que são pronunciadas de forma errada por grande parte da população. É quase certeza que você já falou algumas delas e, acredite, as vem falando errado durante a vida inteira!

Mas vamos lhe contar um segredo: até mesmo estudiosos e falantes fluentes do português deslizam ao falarem estas (e outras) palavrinhas. Confira abaixo 7 palavras que nos enganam há tanto tempo. (ATENÇÃO: as grafias entre aspas são ilustrativas. Nada de sair escrevendo errado, ok?!)


Inexorável

Significa algo rigoroso, severo, implacável, rígido. Comumente, a lemos como “INECSORÁVEL”, como se houvesse alguma relação com nexo, mas o correto é “INEZORÁVEL”, porque vem de exorar, que significa suplicar ou implorar com empenho e submissão. Não se pronuncia com som de CS, como em táxi, reflexo e hexacampeão, mas com som de Z, como em exemplo, exame, exato e exercício.

Rubrica

Você já deve ter ouvido alguém pedir a sua “RÚBRICA”, ou seja, assinatura abreviada em algum documento, nota, observação ou indicação. Mas deveriam pedir por sua “RUBRÍCA”.

Ruim

Da nossa listinha, essa é a mais usada no dia a dia. Portanto, é a mais falada de forma errada. Quando algo faz mal ou é prejudicial, não diga que um ano ou uma ideia é “RÚIM”, mas sim “RUÍM”. Surpresa!!!

Sintaxe

Mais uma pegadinha da letra X. Mais comum entre professores e estudiosos do português, ela representa a parte da gramática que estuda a função das palavras na oração e das orações no período (análise sintática), as relações de dependência das palavras sob o aspecto da subordinação (sintaxe de regência), as relações de dependência das palavras sob o aspecto da flexão (sintaxe de concordância) e a ordem das palavras na oração e das orações no período (sintaxe de colocação). Muitos dizem “SINTÁCSE”, mas o certo é “SINTÁSSE”, segundo o Houaiss e o Michaelis. O dicionário Aurélio admite ambas as pronúncias.


Subsídio

Vira e mexe, essa palavrinha, que significa apoio, quantia de dinheiro, vencimento ou recurso financeiro, chega aos nossos ouvidos através das notícias de política como “SUBZÍDIO”, não é verdade? Pois o William Bonner deveria ter dito “SUBCÍDIO”, como em subsolo. A mesma regra se aplica a subsidiar e subsidiária. Subsistir e subsistência podem ser pronunciados com som de Z, como em existir e existência.

Torácico

“Como assim?! Vem de tórax, mas se escreve com C?!”. Pois é! Além da pronúncia errada, também a escrevemos de forma errada. Lembra daquele exame do tórax que você fez? Não foi “TORÁXICO”, mas sim TORÁCICO, seja que sofre do tórax ou a ele relativo!

Aerossol

“Ah, não! Parou!! Também venho escrevendo isso errado esse tempo todo?!”. Sim, você, as demais pessoas, as empresas que os fabricam, o mundo! Você não usa um desodorante “AEROZOL”, mas sim AEROSSOL. Tanto a suspensão de partículas finíssimas sólidas ou, a maior parte das vezes, líquidas num gás quanto o recipiente que serve para espalhar um líquido em forma de vapor

Surpreso? Mas não se preocupe: você não precisa, e nem deve, se sentir menos inteligente por causa disso, viu? Como dissemos, muitos estudiosos cometem esses e outros erros na hora de pronunciar ou escrever uma palavra. Além disso, apesar de serem consideradas erradas foneticamente falando, a pronúncia equivocada delas são aceitas. O importante é escrevê-las corretamente!

Dica: caso você tenha alguma dúvida quanto à escrita correta de uma palavra, você pode consultar o VOLP, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Nele você encontra todos os verbetes do nosso idioma com suas devidas classificações gramaticais. Já quanto a pronúncia, nas livrarias você pode encontrar dicionários que trazem a fonética, ou seja, a forma como as palavras são pronunciadas. Pode ser que você tenha que fazer uma pesquisa antes para entender os símbolos fonéticos, mas conhecimento nunca é demais. Use e abuse!

O VOLP não traz o significado. Daí a necessidade da consulta a um dicionário.

 

Extra:

Acessível muitas vezes é pronunciada ACCESSÍVEL. A palavra vem de acesso.

Da mesma forma, aficionado é pronunciada AFICCIONADO. A palavra não vem de ficção, mas sim de ofício.

Lista de erros de ortoépia

 Ortoépia e Prosódia. Ortoepia trata da correta pronúncia das palavras. Exemplo: "advogado", e não "adevogado" (o d é mudo). Prosódia trata da correta acentuação tônica das palavras. Exemplo: "rubrica" (palavra paroxítona), e não "rúbrica" (palavra proparoxítona), ou seja, não deve ser acentuada graficamente.

Ortoepia trata da correta pronúncia das palavras.


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Exemplo: "advogado", e não "adevogado" (o d é mudo).


Prosódia trata da correta acentuação tônica das palavras.


Exemplo: "rubrica" (palavra paroxítona), e não "rúbrica" (palavra proparoxítona).



Dessa forma, segue abaixo uma lista das principais palavras que normalmente apresentam dúvidas quanto à sua pronúncia e tonicidade corretas.


ACRÓBATA / ACROBATA: esta palavra, COMO MUITAS OUTRAS DE NOSSA lÍNGUA, admite as duas pronúncias: acróbata, com ênfase na sílaba "cró", ou acrobata, com força na sílaba "ba". Também é indiferente dizer Oceânia ou Oceania, transístor ou transistor (com força na sílaba "tor", com o "ô" fechado).


ALGOZ: (carrasco): palavra oxítona, cuja pronúncia do "o" deve ser fechada (algôz, = arroz).


AUTÓPSIA / NECROPSIA: apesar de autópsia ter como vogal tônica o "ó", a forma necropsia, que possui o mesmo significado, deve ser pronunciada com ênfase no "i".


AZÁLEA / AZALÉIA: segundo os melhores dicionários, estas duas formas são aceitáveis;


AVARO: (indivíduo muito apegado ao dinheiro): deve ser pronunciada como paroxítona (acento tônico na sílaba va), e por terminar em "o", não deve ser acentuada graficamente.


BOÊMIA: de origem francesa, relativa à cidade de Boéme, esta palavra tem sua sílaba forte no "ê", e não no "mi".


CARÁTER: paroxítona que apresenta o plural caracteres, tendo o acréscimo da letra "c", e o deslocamento do acento tônico da sílaba "ra" para a sílaba "te", sem o emprego de acento gráfico.


CATETER, MISTER e URETER: Todas possuindo sua acentuação tônica na última sílaba (tér), sendo assim oxítonas.


CHICLETE / CHOPE / CLIPE / DROPE: quando se referindo a uma só unidade de cada um destes produtos, deve-se falar "um chiclete, um chope, um clipe, um drope", e não "um chicletes, um chopes, um clipes, um dropes". Existe, ainda, a variante "chiclé" (um chiclé, dois chiclés).


CUPIDO e CÚPIDO: a primeira forma (paroxítona e sem acento) significa o deus alado do amor; a segunda (proparoxítona) tem o sentido de ávido de dinheiro, ambicioso, também pode ser usada como possuído de desejos amorosos.


EXTINGUIR: a sílaba "guir" desta palavra deve ser pronunciada como nas palavras "perseguir", "seguir", "conseguir". Isso também vale para "distinguir".


FLUIDO: pronuncia-se como a forma verbal "cuido", verbo cuidar (com força no u). Assim também GRATUITO, CIRCUITO, INTUITO, fortuito. No entanto, o particípio do verbo fluir é "fluído", acontecendo aqui um hiato, onde a vogal tônica agora passa a ser o "í".


IBERO: Pronuncia-se como paroxítona (ênfase na sílaba BE, IBÉRO).


INEXORÁVEL: (= rigoroso, severo, rígido, inflexível, implacável...): esse "x" lê-se como os de exemplo, exame, exato, exercício, isto é, com o som de "z".


LÁTEX: tendo seu acento tônico na penúltima sílaba e terminando com a letra x, é uma palavra paroxítona, e como tal deve ser pronunciada e acentuada.


MAQUINARIA: o acento tônico deve recair na sílaba "ri", e não sobre a sílaba "na". Existe também a forma variante maquinário. Diz-se imobiliária, por ser adjetivo feminino substantivado: (empresa) imobiliária.


NÉON: muitos dicionários apresentam esta palavra como paroxítona, sendo acentuada por terminar em "n"; no entanto, o dicionário Michaelis Melhoramentos, recentemente editado, traz as duas grafias: néon (paroxítona) e neon (oxítona).


NOVEL e NOBEL: palavras oxítonas que não devem ser acentuadas.


OBESO: palavra paroxítona que deve ser pronunciada com o "e" aberto (obéso). Também são abertos o "e" de outras paroxítonas como "coeso" (coéso), "obsoleto" (obsoléto), o "o" de "dolo" (dólo), o "e" de "extra" (éxtra) e o "e" de "blefe" (bléfe). Apresentam-se, porém, fechados o "e" de "nesga" (nêsga), o de "destro" (dêstro), e o "o" "torpe" (tôrpe).

Extra tem a pronúncia aberta quando é adjetivo, abreviação de extraordinário, quando é prefixo tem a pronúncia fechada.


OPTAR: ao se conjugar este verbo na 1ª pessoa do singular do presente do indicativo, deve-se pronunciar "ópto", e não "opito". Assim também em relação às formas verbais "capto, adapto, rapto" - todas com força na sílaba que vem antes do "p".


PROJÉTIL / PROJETIL: ambas as formas têm o mesmo significado, apesar de a primeira ser paroxítona e a segunda oxítona. Plurais: PROJÉTEIS / PROJETIS.


PUDICO: (aquele que tem pudor, envergonhado): palavra paroxítona (ênfase na sílaba "di").


RECORDE: deve ser pronunciada como paroxítona (recórde).


RÉPTIL / REPTIL: mesmo caso da palavra PROJÉTIL. Plurais. RÉPTEIS / REPTIS.


RUBRICA: palavra paroxítona, e não proparoxítona como se costuma pensar (ênfase na sílaba "bri").


RUIM: palavra oxítona (ruím).


RUPIA / RÚPIA: a primeira forma se refere à moeda utilizada na Indonésia (força no "i") e a segunda é relativa a uma planta aquática (com ênfase no "ú").


SUBSÍDIOS: a pronúncia correta é com som de "ss", e não "z" (subssídios).


SUTIL e SÚTIL: a primeira forma, sendo oxítona, significa "tênue, delicado, hábil"; a segunda, paroxítona, significa "tudo aquilo que é composto de pedaços costurados".


TÓXICO: pronuncia-se com o som de "cs" = tócsico.


Nota


Existe alguma discordância quanto ao som do "x" de "hexa-". O Dicionário Aurélio - Século XXI, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa - da Academia Brasileira de Letras, e o dicionário de Caldas Aulete dizem que esse "x" deve ter o som de "cs", e deve ser pronunciado como o "x" de "fixo", "táxi", "reflexo", etc. Já o "Houaiss" diz que esse "x" corresponde a "z", portanto deve ser lido como o "x" de "existir", "executivo", "exagero", etc.. Na língua falada do Brasil, nota-se interessante ambigüidade: o "x" de "hexágono" normalmente é lido como "z", mas o de "hexacampeão" costuma ser lido como "cs".



Fonte: https://www.mundovestibular.com.br/estudos/portugues/ortoepia-e-prosodia

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Prof. Marcelo Bernardo - Verbo (Emprego e Flexões)

 6. Verbo - palavra que expressa um processo (ação, estado, mudança de estado, fenômeno da natureza, desejo, atividade mental, acontecimento, existência)

Modo indicativo - certeza, convicção: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente, futuro do pretérito

Modo subjuntivo - incerteza, dúvida, condição, possibilidade: presente, pretérito imperfeito, futuro

Modo imperativo - ordem, pedido, súplica, convite, recomendação, alerta: afirmativo, negativo

Formas nominais - infinitivo (pessoal e impessoal), gerúndio e particípio (regular e irregular)

Destaques verbais:

ter - manter, reter, conter, deter, entreter, obter, abster-se, ater-se, suster

pôr - propor, compor, dispor, pressupor, repor, depor, expor, impor, sobrepor, pospor, antepor, transpor, opor, justapor, decompor

ver - prever, rever, antever, entrever, telever

vir - intervir, provir, convir, advir, desavir-se, sobrevir

'quando' ou 'se': ver > vir / vir > vier

reaver / precaver (-se) - haver (V):

Verbo haver - presente do indicativo: hei, hás, há, havemos / hemos, haveis / heis, hão

Verbo reaver - presente do indicativo: reavemos, reaveis

Verbo precaver - presente do indicativo: (nos) precavemos, (vos) precaveis

Pretérito perfeito (houve): reouve (e não 'reaveu') / precavi (e não 'precouve')

Pretérito mais-que-perfeito (houvera): reouvera (e não 'reavera') / precavera (e não 'precouvera')

Imperfeito do subjuntivo (houvesse): reouvesse (e não 'reavesse') / precavesse (e não 'precouvesse')

Futuro do subjuntivo (houvermos): reouvermos (e não 'reavermos') / precavermos (e não 'precouvermos')

requerer / prover:

Requerer - segue o paradigma do verbo querer, exceto em 4 tempos:

pretérito perfeito: requeri, requereste, requereu, requeremos, requerestes, requereram

pretérito mais-que-perfeito: requerera, requereras, requerera, requerêramos, requerêreis, requereram

imperfeito do subjuntivo: requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos, requerêsseis, requeressem

futuro do subjuntivo: requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes, requererem

Prover - segue o paradigma do verbo ver, exceto em 4 tempos:

pretérito perfeito: provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram

pretérito mais-que-perfeito: provera, proveras, provera, provêramos, provêreis, proveram

imperfeito do subjuntivo: provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis, provessem

futuro do subjuntivo: prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem

Verbos terminados em ear:

Nortear - presente do indicativo: norteio, norteias, norteia, norteamos, norteais, norteiam / presente do subjuntivo: norteie, norteies, norteie, norteemos, norteeis, norteiem / pretérito perfeito do indicativo: norteei, norteaste, norteou, norteamos, norteastes, nortearam

O mesmo para os verbos: passear, cear, arrear, frear, saborear, pentear, recear, recrear, estrear, golear, refrear, presentear

Verbos terminados em iar:

Confiar - presente do indicativo: confio, confias, confia, confiamos, confiais, confiam / presente do subjuntivo: confie, confies, confie, confiemos, confieis, confiem / pretérito perfeito do indicativo: confiei, confiaste, confiou, confiamos, confiastes, confiaram

O mesmo para os verbos: anunciar, copiar, denunciar, renunciar, licenciar, evidenciar

MARIO (mediar, ansiar, remediar, intermediar, incendiar, odiar) - irregulares

Remediar - presente do indicativo: remedeio, remedeias, remedeia, remediamos, remediais, remedeiam / presente do subjuntivo: remedeie, remedeies, remedeie, remediemos, remedieis, remedeiem / pretérito perfeito do indicativo: remediei, remediaste, remediou, remediamos, remediastes, remediaram

Vozes verbais:

Voz ativa - sujeito agente = pratica a ação

Voz passiva - sujeito paciente = sofre a ação. Pode ser construída de duas formas:

Analítica - 2 ou mais verbos: verbo auxiliar + verbo principal no particípio

Sintética - verbo + SE (pronome apassivador)

Voz reflexiva - sujeito agente e paciente = pratica e sofre a ação: SE = pronome reflexivo (reflexividade = a ação reflete no próprio sujeito ou reciprocidade = a ação é mútua entre os sujeitos)

Observação:

1) Na mudança de voz, o tempo e o modo dos verbos sempre permanecerão inalterados.

2) As frases que admitem transposição de voz verbal são verbos transitivos diretos e verbos transitivos diretos e indiretos. Não admitem transposição: verbos impessoais, transitivos indiretos (com exceção de obedecer e desobedecer), intransitivos e de ligação, e ainda verbos transitivos diretos seguidos de objeto direto preposicionado. 

Prof. Marcelo Bernardo - Pronomes: Emprego, Formas de Tratamento e Colocação (2)

 Pronomes possessivos:

Há casos em que o possessivo seu (e flexões) pode gerar ambiguidade. Esta pode ser desfeita através do uso das formas dele (e flexões), de você, do senhor ou da senhora.

A ideia de posse, muitas vezes, é representada pelos pronomes oblíquos me, te, nos, vos, lhe, lhes.

É facultativo o uso do artigo diante dos possessivos adjetivos, mas é obrigatório o uso do artigo diante dos possessivos substantivos.

Os possessivos, em alguns casos, podem não dar ideia de posse, mas sugerir ideia de aproximação, afeto, respeito ou ofensa.

A palavra 'seu', que antecede nomes de pessoa ou de profissão, não é pronome possessivo, mas sim alteração fonética do pronome de tratamento senhor.

Não se devem usar pronomes possessivos diante de partes do corpo, peças de vestuário e faculdades do espírito, quando se referem ao próprio sujeito. Nesses casos, o uso do artigo já denota posse.

A palavra casa, quando significa lar próprio, dispensa o possessivo. Porém, quando se deseja dar ênfase à expressão, empregar-se-á o possessivo.

Normalmente, os possessivos vêm antes do substantivo. Quando vêm depois dele, podem mudar de significado a expressão do qual fazem parte.

Pronomes demonstrativos:

Função espacial

este, esta, isto - perto de quem fala

esse, essa, isso - perto de com quem se fala

aquele, aquela, aquilo - longe dos falantes

Função temporal

este, esta, isto - tempo presente

esse, essa, isso - tempo passado próximo ou futuro

aquele, aquela, aquilo - tempo muito distante

Função referencial

este, esta, isto - ainda será citado no discurso (elemento catafórico)

esse, essa, isso - já foi citado no discurso (elemento anafórico)

Função distributiva

este, esta, isto - retoma o último termo citado

aquele, aquela, aquilo - retoma o primeiro termo citado 

Pronomes indefinidos:

algum - antes do substantivo: valor afirmativo / depois do substantivo: valor negativo / na linguagem popular, e até por escritores de renome, podem significar dinheiro

certo - antes do substantivo: pronome indefinido / depois do substantivo: adjetivo

qualquer - é pronome de sentido afirmativo. Em frases negativas, deve-se usar nenhum ou algum (depois do substantivo) / antes do substantivo: valor indefinido / depois do substantivo ou acompanhado do artigo indefinido um: valor pejorativo

cada - sempre acompanha um substantivo, não o substitui. Na ausência deste, usa-se 'cada um' ou 'cada qual'

todo e toda - no singular e sem artigo: qualquer, cada / com artigo: inteiro / no plural: com artigo, exceto se houver pronome que o exclua ou numeral não seguido de substantivo

Pronomes interrogativos:

que - como pronome substantivo: significa 'que coisa' / como pronome adjetivo: significa 'que espécie de' / 'o que' é uma forma enfática, assim como 'que que'

qual - significa 'que pessoa ou coisa dentre duas ou mais'

quanto - indica quantidade

Pronomes relativos:

que - relativo universal (pessoas ou coisas)

quem - refere-se a pessoas ou coisas personificadas e vem sempre precedido de preposição

onde - refere-se a lugares (reais ou virtuais), sempre indica permanência e pode ser usado sem antecedente. A forma 'aonde' é usado com verbos que indicam movimento

quanto - é usado antes dos pronomes indefinidos 'tudo', 'tanto' e 'todo'. Pode ser usado sem antecedente, uso mais comum em documentos de natureza legal, fiscal, jurídica ou cartorial

como - é usado antes das palavras 'modo', 'maneira', 'forma' e 'jeito'

quando - é precedido de alguma palavra denotadora de tempo

o qual - mesmas funções do pronome que. Seu uso se limita aos casos em que se deseja evitar ambiguidade, quando o antecedente se encontra distante, com preposições de mais de uma sílaba, locuções prepositivas ou após 'sem' e 'sob'

cujo - relaciona possuidor à coisa possuída, com o qual o pronome concorda

Observação: Se o verbo ou nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) exigir alguma preposição, esta se desloca para antes do pronome relativo

Prof. Marcelo Bernardo - Pronomes: Emprego, Formas de Tratamento e Colocação (1)

 Pronome substantivo - quando substitui ou retoma o substantivo

Pronome adjetivo - quando o acompanha

Emprego dos pronomes pessoais retos:

As formas 'eu' e 'tu' não podem vir precedidas de preposição, funcionando como complementos ou adjuntos. Usam-se as formas oblíquas correspondentes 'mim' e 'ti'.

Os pronomes 'eu' e 'tu' funcionam sempre como sujeito. Quando precedidos de preposição, eles representam o sujeito de um verbo no infinitivo.

Observações:

1) Depois da palavra até, quando funciona como preposição indicativa de limite, usam-se mim ou ti. Quando este funciona como palavra denotativa de inclusão, usam-se eu ou tu.

2) Ordem direta e ordem inversa: É difícil para mim fazer um curso de medicina. / Fazer um curso de medicina é difícil para mim.

Plural de modéstia - O pronome nós é empregado para substituir o eu, quando se pretende evitar o tom arrogante ou impositivo da linguagem

Quando exercer a função de sujeito, o pronome não sofrerá contração

Pessoais oblíquos:

Átonos - usados sem preposição, ou seja, diretamente no verbo / Tônicos - usados com preposição

Os pronomes o, a, os, as são usados como objetos diretos (complementos que não exigem preposição)

Adquirem as seguintes formas: o, a, os, as - quando associadas a verbos terminados em vogal ou ditongo oral / lo, la, los, las - quando associadas a verbos terminados em R, Z ou S (consoantes de RaZõeS) / no, na, nos, nas - quando associadas a verbos terminados em som nasal

Observações:

1) Depois da palavra 'eis' e das formas nos e vos, usam-se lo, la, los, las, também com terminações suprimidas.

2) Se o verbo estiver na 1ª pessoa do plural, a forma verbal perderá o s final.

3) Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, o, a, os e as podem exercer a dupla função de objeto direto de um verbo e sujeito de outro.

4) Os pronomes lhe, lhes e vos não alteram a forma verbal.

5) lhe: verbo (a) = pessoa / pronome possessivo = dele(s), dela(s)

Nota: Na primeira situação, exerce a função de objeto indireto; na segunda, de adjunto adnominal.

Colocação pronominal:

Próclise - pronome antes do verbo (próclise)

É obrigatória quando houver palavra que atraia o pronome para antes do verbo. As palavras que atraem o pronome são:

a) palavras ou expressões negativas (não, nada, nunca, ninguém, jamais, nem, de modo algum, de jeito nenhum, em hipótese alguma)

b) advérbios, locuções adverbiais ou palavras denotativas (aqui, já, lá, muito, talvez, sempre, realmente)

c) pronomes relativos (que, quem, qual, cujo, onde, quanto, como, quando)

d) pronomes indefinidos substantivos (alguém, tudo, outros, muitos, alguns)

e) pronomes demonstrativos substantivos (este, esse, aquele, isto, isso, aquilo)

f) conjunções subordinativas integrantes ou adverbiais (que, quando, se, porque, conforme, embora)

Observações:

A próclise também ocorre nos seguintes casos:

1) frases interrogativas iniciadas por pronomes ou advérbios interrogativos, frases exclamativas iniciadas por palavra exclamativa e frases optativas (que expressam desejo)

2) gerúndio precedido da preposição em

3) infinitivo pessoal precedido de preposição

4) algumas conjunções coordenativas aditivas ou alternativas (não só... mas também, não só... como também, ou... ou, ora... ora)

5) numeral ambos

6) formas verbais proparoxítonas

A próclise é facultativa nos seguintes casos:

1) pronomes indefinidos e demonstrativos adjetivos

2) substantivos e numerais (exceto ambos)

3) pronomes pessoais retos e de tratamento

4) conjunções coordenativas (exceto aquelas já listadas)

Observação: Por questão de eufonia, usa-se a próclise com verbos monossilábicos ou proparoxítonos

Mesóclise - pronome no meio do verbo (mesoclítico)

É obrigatória com verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo, desde que não haja antes palavra atrativa. Se houver palavra atrativa, a próclise será obrigatória. No futuro do subjuntivo, devido à conjunção subordinativa ou ao pronome quem, usa-se a próclise.

Ênclise - pronome depois do verbo (enclítico)

É obrigatória com:

verbo no início da frase

Observação: somente os pronomes pessoais retos podem iniciar uma oração. Não se inicia um período, um texto ou uma redação com pronome oblíquo átono, exceto sob licença poética ou quando se pretende reproduzir a fala dos personagens.

verbo no imperativo afirmativo

Nota: No imperativo negativo, usa-se a próclise.

verbo no gerúndio

Nota: Se o gerúndio vier precedido de preposição ou de palavra atrativa, ocorrerá próclise.

verbo no infinitivo impessoal

Infinitivo impessoal precedido de preposição ou palavra negativa - próclise ou ênclise

Infinitivo pessoal precedido de preposição - próclise

Colocação pronominal nas locuções verbais e nos tempos compostos:

Verbo principal no infinitivo ou no gerúndio - antes do verbo auxiliar (com sujeito antes do verbo), antes do verbo principal (sem hífen), depois do verbo auxiliar (com hífen) ou depois do verbo principal

Com palavra atrativa antes da locução - antes do verbo auxiliar, antes do verbo principal ou depois do verbo principal

Verbo principal no particípio - antes do verbo auxiliar, antes do verbo principal ou depois do verbo auxiliar

Com palavra atrativa antes da locução - antes do verbo auxiliar ou antes do verbo principal

Prof. Marcelo Bernardo - Pronomes: Emprego, Formas de Tratamento e Colocação

 5. Pronome - substitui, retoma ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso ou situando-o no espaço, no tempo ou no próprio discurso

Pronomes pessoais - substituem os substantivos, indicando as pessoas gramaticais: 1ª pessoa (falante), 2ª pessoa (interlocutor), 3ª pessoa (referente)

Pronomes pessoais retos: eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas - exercem as funções sintáticas de sujeito, predicativo do sujeito, aposto ou vocativo, esse último com tu e vós

Pronomes pessoais oblíquos:

Átonos - me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se, os, as, lhes - exercem as funções sintáticas de objeto direto, objeto indireto, adjunto adnominal, complemento nominal ou sujeito de infinitivo, com verbo causativo (deixar, mandar e fazer) ou sensitivo (ver, ouvir, sentir e perceber)

Tônicos - mim, comigo, ti, contigo, si, consigo, ele, ela, nós, conosco, vós, convosco, si, consigo, eles, elas - exercem as funções sintáticas de objeto direto preposicionado, objeto indireto, complemento nominal, agente da passiva ou adjunto adverbial

Pronomes de tratamento - são usados no tratamento familiar, cerimonioso ou oficial

Você (v.) - usado para pessoas próximas

Senhor (sr.) / Senhora (sra.) - usado no tratamento de respeito

Senhorita (srta.) - usado para moças solteiras

Vossa Majestade (V. M.) - usado para reis e imperadores

Vossa Alteza (V. A.) - usado para príncipes e duques

Vossa Santidade (V. S.) - usado para o papa e o Dalai Lama

Vossa Eminência (V. Ema.) - usado para cardeais

Vossa Paternidade (V. P.) - usado para superiores de ordens religiosas

Vossa Reverendíssima (V. Revma.) - usado para sacerdotes em geral

Vossa Magnificência (V. Maga.) - usado para reitores de universidades

Vossa Excelência (V. Exa.) - usado para altas autoridades do Governo e das Forças Armadas

Vossa Senhoria (V. Sa.) - usado para funcionários públicos graduados e pessoas de cerimônia. É bastante frequente na correspondência comercial

Pronomes possessivos - ao indicarem a pessoa gramatical (possuidor), adicionam a ela a ideia de posse de algo (possuidor). Concordam em pessoa com o possuidor e em gênero e número com a coisa possuída

1ª pessoa do singular - meu, minha, meus, minhas

2ª pessoa do singular - teu, tua, teus, tuas

3ª pessoa do singular - seu, sua, seus, suas

1ª pessoa do plural - nosso, nossa, nossos, nossas

2ª pessoa do plural - vosso, vossa, vossos, vossas

3ª pessoa do plural - seu, sua, seus, suas

Atenção: dele, dela, deles, delas não são pronomes possessivos.

Pronomes demonstrativos - indicam, no espaço, no tempo ou no discurso, a posição de um ser em relação às pessoas gramaticais

1ª pessoa - este, esta, estes, estas, isto

2ª pessoa - esse, essa, esses, essas, isso

3ª pessoa - aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo

Outros: semelhante, semelhantes, tal, tais, mesmo, mesma, mesmos, mesmas, próprio, própria, próprios, próprias, o, a, os, as

Pronomes indefinidos - referem-se à 3ª pessoa do discurso, de modo vago, impreciso ou genérico

Variáveis: algum, alguma, alguns, algumas, nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas, todo, toda, todos, todas, outro, outra, outros, outras, muito, muita, muitos, muitas, pouco, pouca, poucos, poucas, certo, certa, certos, certas, tanto, tanta, tantos, tantas, quanto, quanta, quantos, quantas, vário, vária, vários, várias, bastante, bastantes, qualquer, quaisquer

Invariáveis: alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, cada, algo, quem, mais, menos, demais, fulano, sicrano, beltrano, algures, alhures, nenhures

Pronomes interrogativos - são pronomes indefinidos usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas ou indiretas

Variáveis: qual, quais, quanto, quanta, quantos, quantas

Invariáveis: que, quem

Pronomes relativos - retomam um termo citado na oração anterior (antecedente), evitando sua repetição, ao qual se refere, projetando-o em outra oração. São elementos de coesão, por isso iniciam orações subordinadas adjetivas (restritivas ou explicativas)

Variáveis: o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto, quantos, quantas

Invariáveis: que, quem, onde, como, quando

Nota: A forma 'quanta' não é usada como pronome relativo.

Indecente ou indescente?

 Segundo as regras ortográficas da língua portuguesa, a palavra correta é indecente, sem o uso da letra s antes da letra c. A grafia indesce...