Por que ordem direta? Na leitura rápida, a memória funciona a curto prazo. É como quando alguém diz a placa do carro, o documento, o endereço ou o número do telefone. Para não esquecê-los, temos duas saídas — repeti-los muitas vezes, ou anotá-los. Mais: a cabeça retém melhor o que vem primeiro. Daí a importância da ordem direta. Na frente, o mais significativo. Atrás, o secundário. Sujeito + verbo + complemento / predicativo + adjunto adverbial (+ conjunção) é a fórmula. Mais natural, evita frases sem sentido, ambiguidades, intercalações e inversões, repetições, pleonasmos, palavras e expressões desnecessárias:
Neymar fez o teatro do cai-cai nas partidas de que participou na Copa da Rússia.
A ideia substantiva — o teatro do cai-cai — abre o enunciado. É ela que ficará retida na memória. O complemento tem importância secundária. Se algum detalhe se perder, não comprometerá o recado.
Compare:
Nas partidas de que participou na Copa da Rússia, Neymar fez o teatro do cai-cai.
A informação mais importante perdeu-se na rabeira da frase. Azar do leitor.
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