sexta-feira, 5 de junho de 2020

Termos Integrantes da Oração - Resumo de Gramática

Termos integrantes da oração
Chamamos termos integrantes os termos que completam o sentido de um verbo ou de um nome. Eles são: objeto direto, objeto indireto, complemento nominal e agente da passiva.
■ 4.2.2.1. Objeto direto
Completa o sentido de um verbo transitivo direto, ou seja, vem diretamente ligado
ao verbo, sem o auxílio de preposição.
Marta comeu o bolo.
Oferecemos um prêmio ao vencedor.
Houve uma grande festa.
Pedro olhou-se no espelho.
Ana convidou-me para a festa.
■ 4.2.2.1.1. Objeto direto preposicionado
É uma subclassificação do objeto direto e surge quando o verbo é transitivo direto, mas o complemento aparece antecedido de uma preposição (que pode ser tirada sem prejuízo do sentido original do verbo), pois a preposição aparece apenas para maior clareza, melhor harmonia ou para dar ênfase à expressão:
Judas traiu a Cristo. A preposição não é exigida pelo verbo, porque, se exigisse, o verbo seria transitivo indireto.
As bruxas beberam de suas porções.
Comeram do nosso bolo.
Nos exemplos dados, as preposições podem ser eliminadas e os verbos continuam com os mesmos sentidos.
Claro está também que o objeto direto preposicionado serve para dar uma variação ao entendimento total da frase:
Beber algo é diferente de beber de algo, pois, na primeira, temos a ideia do todo, o que pode justificar a ira e, na segunda, a ideia da parte de um todo, ou seja, experimentar.
Algumas vezes o emprego da preposição antes do objeto direto é obrigatório. Veja
quais são os casos:
a) antes dos pronomes oblíquos tônicos, ligados a verbos transitivos diretos:
Viu a mim no mercado.
O salva-vidas observou a nós na piscina.
b) com o pronome relativo “quem”, funcionando como complemento na frase, desde que o antecedente esteja expresso:
Chegou o João, a quem não esperávamos.
Ela é a mulher a quem eu amo.

Em ''Não soube a quem cumprimentar primeiro'', o antecedente do pronome está subentendido, logo, a preposição é facultativa. Poder-se-ia dizer 'não soube quem cumprimentar primeiro'. Nos dois primeiros exemplos, se a preposição fosse retirada, a frase mudaria para: 'Chegou o João, que nós não esperávamos' e 'Ela é a mulher que eu amo'.
c) Para evitar dúvida no entendimento da frase:
Venceram aos japoneses os canadenses.
Enganou ao aluno o professor.

Um caso muito comum de objeto direto preposicionado é a inserção da preposição a nos verbos louvar, glorificar e exaltar, muito usados na linguagem religiosa.
■ 4.2.2.1.2. Objeto direto pleonástico
É usado para enfatizar uma ideia contida no objeto direto com a repetição dele próprio. Para bem utilizá-lo, devemos colocá-lo no início da frase, depois repeti-lo por meio de pronome oblíquo — ao qual daremos o nome de objeto direto pleonástico, pois pleonasmo é aquilo que se repete.
As rosas, dei-as para Maria.
O bolo, nós não o comemos.
Lucro, desejam-no sempre!

Pleonasmo - trata-se da repetição desnecessária de um termo: prefeitura municipal, certeza absoluta, baseado em fatos reais, consenso geral, conviver junto, detalhes minuciosos, na minha opinião pessoal, outra alternativa, surpresa inesperada, elo de ligação, novo lançamento, segredo secreto
Atenção: Em Língua Portuguesa, nem sempre o que é desnecessário significa que está errado. Logo, o objeto pleonástico não é um erro.
■ 4.2.2.1.3. Objeto direto interno
Surge quando utilizamos um verbo intransitivo como transitivo direto, e seu complemento é do mesmo radical ou da mesma família semântica do verbo. É de rigor que o objeto venha acompanhado de um adjetivo, caso contrário se incorre em uma redundância:
Viver uma vida fácil.
Sonhou um sonho alegre.
Ria um riso forçado.
Chovia uma chuva fina.
Chorará um choro amargo!
■ 4.2.2.2. Objeto indireto
Completa o sentido do verbo transitivo indireto, ou seja, vem indiretamente ligado ao verbo com o auxílio de preposições.
Paguei ao médico.
Deparamos com um estranho.
Não consinto nisso.
Rogo-lhe perdão.
■ 4.2.2.2.1. Objeto indireto pleonástico
Da mesma forma já vista no objeto direto pleonástico, podemos repetir também o objeto indireto dentro da frase, para reforçar a ideia que se pretende seja transmitida.
A mim, o que me deu foi pena.
A Paulo, bastou-lhe isso.
A ti, ó rosa perfumada, entrego-te o mundo.

Segundo o gramático Cegalla, chama-se de objeto indireto por extensão o complemento indireto de verbo não transitivo indireto. Com pronome oblíquo tônico, Sacconi considera um objeto indireto de opinião; Bechara, como dativo de opinião. Com pronome oblíquo átono, Celso Pedro Luft considera um pronome de interesse, dativo ético ou de proveito; José Carlos de Azeredo, considera como um mero expletivo, com uso apenas estilístico, sem função sintática.
■ 4.2.2.3. Complemento nominal
É o termo que completa o sentido de um nome que por si só não dá a ideia que queremos transmitir.
Por nome entendemos o substantivo, o adjetivo e o advérbio.
O complemento nominal é sempre introduzido por uma preposição.
O respeito às leis é obrigatório.
Temos fé em Deus.
O sol é útil ao homem.
A testemunha falou favoravelmente ao réu.
■ 4.2.2.4. Agente da passiva
É o complemento de um verbo na voz passiva analítica. É o agente que pratica uma ação indicada por um verbo na voz passiva.
O agente da passiva vem sempre introduzido por preposição, geralmente pela preposição POR — e suas combinações: PELO, PELA, PELOS, PELAS. Mas também podemos usar a preposição DE — e suas combinações — em algumas frases.
A cidade foi cercada por soldados.
O rei era aclamado pela multidão.
A floresta era povoada de selvagens.

Segundo o gramático Adriano da Gama Kury, embora o agente da passiva seja um termo integrante, pode ser omitido.

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