Retrospectiva é um especial de fim de ano do Globo Repórter na Rede Globo, onde se mostra tudo o que marcou o ano que se encerra. Estreou em 1967 como um programa de caráter jornalístico que apresenta uma seleção dos acontecimentos mais marcantes do ano.
Índice
1 História
1.1 Mudança conceitual
1.2 Variações
1.3 Apresentação e produção
2 Retrospectiva 2009
3 Retrospectiva 2008
4 Retrospectiva 2007
5 Retrospectiva 2006
6 Retrospectiva 2005
História
Até o final da década de 1970, prevaleceu uma visão editorial que privilegiava a sequência cronológica dos fatos como critério de escolha e apresentação dos assuntos. A Retrospectiva 1975, dirigida por Marcos Margulies, por exemplo, se dividiu em temas internacionais e nacionais. Entre os assuntos destacados estavam o fim da Guerra do Vietnã, a guerra civil no Líbano e o acordo atômico entre Brasil e Alemanha. Já o Retrospectiva 1976 foi dividido em quatro blocos temáticos: a morte de Mao Tse-Tung, os conflitos nos países africanos, as eleições norte-americanas e a situação da América Latina.
Mudança conceitual
No dia 1º de janeiro de 1980 foi ao ar a aventura do homem na década de 70, marco divisor na história do Retrospectiva. O então diretor da Central Globo de Jornalismo, Armando Nogueira, e sua equipe implementaram mudanças em termos estruturais e conceituais, que serviram de referência para a realização dos programas nos anos seguintes.
Armando Nogueira achava que o Retrospectiva não poderia ser meramente um bombardeio de informações, mas uma espécie de reflexão sobre a década a partir das imagens dos seus fatos mais significativos e emocionantes. Para atingir esse objetivo, a saída encontrada foi investir no aspecto humano e evitar a estrutura jornalística tradicional.
Variações
As diferenças entre as Retrospectivas com o passar dos anos residiam na duração e no formato dos programas (alguns eram exibidos em dois ou quatro dias, outros em uma edição única, que podia durar de uma a duas horas); e nos elementos que amarravam os assuntos apresentados.
Muitos programas utilizaram vinhetas com depoimentos de personagens importantes nos fatos do ano. Para falar da primeira visita ao país do Papa João Paulo II, a Retrospectiva 81 ouviu os depoimentos dos escritores Jorge Amado e Adélia Prado e do cantor Luiz Gonzaga. As imagens foram apresentadas sem narração enquanto eram relembradas pelos três entrevistados.
Outros programas utilizaram recursos de dramaturgia, literatura e animação. Na Retrospectiva 87, dirigida por Mônica Labarthe, foram empregadas vinhetas protagonizadas pela mímica Lina do Carmo e produzidas por Ricardo Nauemberg, para apresentar alguns assuntos. Mônica Labarthe também dirigiu a Retrospectiva 88, na qual a diretora de teatro Bia Lessa trabalhou com um grupo de jovens e crianças, dramatizando situações que destacavam o prazer da leitura. Hans Donner criou vinhetas animadas especiais sobre o tema. A atriz Ângela Corrêa, protagonista da minissérie Abolição, leu trechos do livro O poético e o político, de Gilberto Gil, durante o segmento que lembrou os cem anos de abolição da escravatura.
Houve, ainda, programas que estabeleciam uma linha conceitual que costurava os fatos. A Retrospectiva 84, que teve como editoras Margareth Cunha, Anne Polan e Rene Castelo Branco, alinhavou as matérias e os blocos do programa com a inserção de trechos da música 1984, composta por William Prado e cantada por Moreira da Silva. A letra era uma crônica bem-humorada, ao estilo dos sambas-de-breque, dos acontecimentos marcantes no Brasil, especialmente no campo político.
Nos últimos anos, o Retrospectiva tem apostado mais na força das imagens e edição. O apresentador narra os fatos em off e aparece pouco no vídeo.
Apresentação e produção
O número de apresentadores do Retrospectiva variou bastante ao longo dos anos. Em geral, o programa era apresentado por uma dupla. Mas em 1990 e 1991, dez repórteres apresentaram as matérias.
Entre 1996 e 1998, o programa passou a ser apresentado por cinco ou seis duplas de jornalistas, escolhidos entre os principais repórteres e apresentadores dos telejornais e programas da Rede Globo. Renato Machado, Cláudia Cruz, Carlos Nascimento, Sandra Annenberg, Sérgio Chapelin, Lilian Witte Fibe, Pedro Bial, Fátima Bernardes, William Bonner, Mônica Waldvogel, Chico Pinheiro e Leilane Neubarth eram inseridos num cenário virtual, no qual se projetavam as imagens dos fatos.
A partir de 1999, Sérgio Chapelin voltou a ser o único apresentador do programa.
Outra mudança diz respeito às equipes de produção. Desde 1987, o programa era apresentado como um Globo Repórter especial. Mas as equipes responsáveis não eram fixas, variando de ano para ano, de acordo com as necessidades específicas de cada Retrospectiva. A partir de 1992, entretanto, a produção do programa passou a ficar sob a responsabilidade da equipe do Globo Repórter, dirigida por Silvia Sayão.
Retrospectiva 2009
Na retrospectiva 2009, o programa volta a ser apresentado dentro de estúdios da Globo, como ocorreu pela ultima vez em 2006, e o efeito da tradicional trilha sonora é o mesmo da Retrospectiva 2006.Os assuntos comentados são: a morte de Michael Jackson, conflitos na América Latina, acidentes, gripe suína, crise financeira, primeiro ano de Obama como presidente dos EUA, Brasil conquistando direito de sediar as olímpíadas de 2016, vitória do Flamengo(a qual não ocorria desde 92) entre outros, o cenário virtual é bem semelhante ao da Retrospectiva 2006.
Retrospectiva 2008
Esta retrospectiva mostra os acontecimentos do ano de 2008, como a eleição de Barack Obama para a presidência dos EUA, os desastres naturais nunca vistos no Brasil, a crise financeira mundial, os avanços da ciência, o caso Nardoni e o caso Eloá, o São Paulo hexacampeão brasileiro, o rebaixamento do Vasco para a Série B do Campeonato Brasileiro e, principalmente, os Jogos Olímpicos de Pequim. Neste ano o cenário escolhido foi o Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro.
Retrospectiva 2007
Esta retrospectiva mostrou os fatos que marcaram o ano de 2007. Entre outros estão os Jogos Panamericanos no Rio de Janeiro, o acidente do vôo 3054 da TAM em São Paulo, que matou 199 pessoas, a visita do Papa Bento XVI ao Brasil e a frase dita pelo rei Juan Carlos da Espanha ao presidente venezuelano Hugo Chávez ¿Por qué no te callas?. O cenário escolhido foi o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, por ter sido escolhido também como uma das sete maravilhas do mundo, daquele ano.
Retrospectiva 2006
Esta retrospectiva mostrou como a Itália tornou-se tetracampeã da Copa do Mundo da Alemanha. No Brasil, houve as eleições estaduais, tendo como destaque José Serra, do PSDB, eleito governador de São Paulo em primeiro turno, com 57,93% dos votos válidos, e Sérgio Cabral Filho, do PMDB, eleito governador do Rio de Janeiro em segundo turno, com 68% dos votos válidos sobre Denise Frossard, do PPS. Na eleição presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, foi reeleito presidente do Brasil em segundo turno, com 60,83% dos votos válidos sobre Geraldo Alckmin, do PSDB. Também foram exibidos outros fatos importantes, como a viagem do primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, ao espaço, e a nacionalização das refinarias de gás da Petrobrás, na Bolívia.
Retrospectiva 2005
A retrospectiva 2005 relembrou os principais fatos daquele ano. Entre os mais importantes estão a morte do Papa João Paulo II, a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes por policiais no metrô de Londres, o furacão Katrina que devastou a cidade americana de Nova Orleans, o referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições no Brasil, o Escândalo do Mensalão, a queda do ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o homem preso por transportar US$ 100 mil na cueca, e a criação de várias CPIs, entre elas a dos Correios, a do Mensalão e a dos Bingos.
Índice
1 História
1.1 Mudança conceitual
1.2 Variações
1.3 Apresentação e produção
2 Retrospectiva 2009
3 Retrospectiva 2008
4 Retrospectiva 2007
5 Retrospectiva 2006
6 Retrospectiva 2005
História
Até o final da década de 1970, prevaleceu uma visão editorial que privilegiava a sequência cronológica dos fatos como critério de escolha e apresentação dos assuntos. A Retrospectiva 1975, dirigida por Marcos Margulies, por exemplo, se dividiu em temas internacionais e nacionais. Entre os assuntos destacados estavam o fim da Guerra do Vietnã, a guerra civil no Líbano e o acordo atômico entre Brasil e Alemanha. Já o Retrospectiva 1976 foi dividido em quatro blocos temáticos: a morte de Mao Tse-Tung, os conflitos nos países africanos, as eleições norte-americanas e a situação da América Latina.
Mudança conceitual
No dia 1º de janeiro de 1980 foi ao ar a aventura do homem na década de 70, marco divisor na história do Retrospectiva. O então diretor da Central Globo de Jornalismo, Armando Nogueira, e sua equipe implementaram mudanças em termos estruturais e conceituais, que serviram de referência para a realização dos programas nos anos seguintes.
Armando Nogueira achava que o Retrospectiva não poderia ser meramente um bombardeio de informações, mas uma espécie de reflexão sobre a década a partir das imagens dos seus fatos mais significativos e emocionantes. Para atingir esse objetivo, a saída encontrada foi investir no aspecto humano e evitar a estrutura jornalística tradicional.
Variações
As diferenças entre as Retrospectivas com o passar dos anos residiam na duração e no formato dos programas (alguns eram exibidos em dois ou quatro dias, outros em uma edição única, que podia durar de uma a duas horas); e nos elementos que amarravam os assuntos apresentados.
Muitos programas utilizaram vinhetas com depoimentos de personagens importantes nos fatos do ano. Para falar da primeira visita ao país do Papa João Paulo II, a Retrospectiva 81 ouviu os depoimentos dos escritores Jorge Amado e Adélia Prado e do cantor Luiz Gonzaga. As imagens foram apresentadas sem narração enquanto eram relembradas pelos três entrevistados.
Outros programas utilizaram recursos de dramaturgia, literatura e animação. Na Retrospectiva 87, dirigida por Mônica Labarthe, foram empregadas vinhetas protagonizadas pela mímica Lina do Carmo e produzidas por Ricardo Nauemberg, para apresentar alguns assuntos. Mônica Labarthe também dirigiu a Retrospectiva 88, na qual a diretora de teatro Bia Lessa trabalhou com um grupo de jovens e crianças, dramatizando situações que destacavam o prazer da leitura. Hans Donner criou vinhetas animadas especiais sobre o tema. A atriz Ângela Corrêa, protagonista da minissérie Abolição, leu trechos do livro O poético e o político, de Gilberto Gil, durante o segmento que lembrou os cem anos de abolição da escravatura.
Houve, ainda, programas que estabeleciam uma linha conceitual que costurava os fatos. A Retrospectiva 84, que teve como editoras Margareth Cunha, Anne Polan e Rene Castelo Branco, alinhavou as matérias e os blocos do programa com a inserção de trechos da música 1984, composta por William Prado e cantada por Moreira da Silva. A letra era uma crônica bem-humorada, ao estilo dos sambas-de-breque, dos acontecimentos marcantes no Brasil, especialmente no campo político.
Nos últimos anos, o Retrospectiva tem apostado mais na força das imagens e edição. O apresentador narra os fatos em off e aparece pouco no vídeo.
Apresentação e produção
O número de apresentadores do Retrospectiva variou bastante ao longo dos anos. Em geral, o programa era apresentado por uma dupla. Mas em 1990 e 1991, dez repórteres apresentaram as matérias.
Entre 1996 e 1998, o programa passou a ser apresentado por cinco ou seis duplas de jornalistas, escolhidos entre os principais repórteres e apresentadores dos telejornais e programas da Rede Globo. Renato Machado, Cláudia Cruz, Carlos Nascimento, Sandra Annenberg, Sérgio Chapelin, Lilian Witte Fibe, Pedro Bial, Fátima Bernardes, William Bonner, Mônica Waldvogel, Chico Pinheiro e Leilane Neubarth eram inseridos num cenário virtual, no qual se projetavam as imagens dos fatos.
A partir de 1999, Sérgio Chapelin voltou a ser o único apresentador do programa.
Outra mudança diz respeito às equipes de produção. Desde 1987, o programa era apresentado como um Globo Repórter especial. Mas as equipes responsáveis não eram fixas, variando de ano para ano, de acordo com as necessidades específicas de cada Retrospectiva. A partir de 1992, entretanto, a produção do programa passou a ficar sob a responsabilidade da equipe do Globo Repórter, dirigida por Silvia Sayão.
Retrospectiva 2009
Na retrospectiva 2009, o programa volta a ser apresentado dentro de estúdios da Globo, como ocorreu pela ultima vez em 2006, e o efeito da tradicional trilha sonora é o mesmo da Retrospectiva 2006.Os assuntos comentados são: a morte de Michael Jackson, conflitos na América Latina, acidentes, gripe suína, crise financeira, primeiro ano de Obama como presidente dos EUA, Brasil conquistando direito de sediar as olímpíadas de 2016, vitória do Flamengo(a qual não ocorria desde 92) entre outros, o cenário virtual é bem semelhante ao da Retrospectiva 2006.
Retrospectiva 2008
Esta retrospectiva mostra os acontecimentos do ano de 2008, como a eleição de Barack Obama para a presidência dos EUA, os desastres naturais nunca vistos no Brasil, a crise financeira mundial, os avanços da ciência, o caso Nardoni e o caso Eloá, o São Paulo hexacampeão brasileiro, o rebaixamento do Vasco para a Série B do Campeonato Brasileiro e, principalmente, os Jogos Olímpicos de Pequim. Neste ano o cenário escolhido foi o Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro.
Retrospectiva 2007
Esta retrospectiva mostrou os fatos que marcaram o ano de 2007. Entre outros estão os Jogos Panamericanos no Rio de Janeiro, o acidente do vôo 3054 da TAM em São Paulo, que matou 199 pessoas, a visita do Papa Bento XVI ao Brasil e a frase dita pelo rei Juan Carlos da Espanha ao presidente venezuelano Hugo Chávez ¿Por qué no te callas?. O cenário escolhido foi o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, por ter sido escolhido também como uma das sete maravilhas do mundo, daquele ano.
Retrospectiva 2006
Esta retrospectiva mostrou como a Itália tornou-se tetracampeã da Copa do Mundo da Alemanha. No Brasil, houve as eleições estaduais, tendo como destaque José Serra, do PSDB, eleito governador de São Paulo em primeiro turno, com 57,93% dos votos válidos, e Sérgio Cabral Filho, do PMDB, eleito governador do Rio de Janeiro em segundo turno, com 68% dos votos válidos sobre Denise Frossard, do PPS. Na eleição presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, foi reeleito presidente do Brasil em segundo turno, com 60,83% dos votos válidos sobre Geraldo Alckmin, do PSDB. Também foram exibidos outros fatos importantes, como a viagem do primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, ao espaço, e a nacionalização das refinarias de gás da Petrobrás, na Bolívia.
Retrospectiva 2005
A retrospectiva 2005 relembrou os principais fatos daquele ano. Entre os mais importantes estão a morte do Papa João Paulo II, a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes por policiais no metrô de Londres, o furacão Katrina que devastou a cidade americana de Nova Orleans, o referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições no Brasil, o Escândalo do Mensalão, a queda do ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu, o homem preso por transportar US$ 100 mil na cueca, e a criação de várias CPIs, entre elas a dos Correios, a do Mensalão e a dos Bingos.
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