Religião - Paraíba: Domingo, 15 de março de 2020 / N1
Como celebrar em casa o quarto domingo da Quaresma
Como celebrar em casa o quarto domingo da Quaresma
Tendo em vista a impossibilidade de ir à Missa por causa do coronavírus
Nos próximos dias e semanas, muitos de nós não poderemos participar da missa dominical por causa do coronavírus. Por isso, Aleteia.org, em colaboração com a revista Magnificat, se mobiliza para oferecer-lhe a possibilidade de santificar este quarto domingo da Quaresma com esta celebração da Palavra de Deus.
ROTEIRO:
Se você está sozinho, é preferível ler as leituras e orações da missa deste domingo ou acompanhar a missa pela televisão.
Esta celebração requer ao menos a participação de duas pessoas.
Pode ser celebrada na noite de sábado (vigília do domingo) e na tarde do domingo. No entanto, a manhã de domingo é o momento mais apropriado.
Esta celebração se adapta particularmente ao contexto familiar.
Deve-se colocar o número de cadeiras necessário diante de um espaço de oração, respeitando a distância de um metro entre cada cadeira.
Deve-se colocar uma cruz ou o crucifixo.
Acende-se uma ou várias velas, que devem ser colocadas em um suporte seguro. Ao final da celebração, elas devem ser apagadas.
Se você tem flores no jardim, colha algumas para colocá-las no ambiente de oração, pois sua presença é particularmente indicada neste domingo Laetare, em previsão da alegria da Páscoa.
Designa-se uma pessoa para dirigir a oração (em ordem de prioridade: um diácono, um leigo que tenha recebido o ministério de leitor ou acolitado, o pai ou a mãe de família.
A pessoa encarregada de dirigir a oração estabelecerá a duração dos momentos de silêncio.
Serão designados leitores para as leituras.
Preparar-se-á com antecedência a oração universal (que aparece neste guia) e se designará uma pessoa para sua leitura.
Podem-se preparar os cantos apropriados.
Domingo Laetare
Celebração da Palavra
“Não tomem parte nas obras estéreis dos que são trevas”
Sentados. O condutor da celebração toma a palavra:
Irmãos e irmãs,
Neste quarto domingo da Quaresma,
circunstâncias excepcionais nos impedem de participar
da celebração da Eucaristia.
Agora, sabemos que quando nos reunimos
para rezar em seu Nome,
Cristo Jesus se faz presente entre nós.
E cremos que, quando lemos a Escritura na Igreja,
quem nos fala é o próprio Verbo de Deus.
Sua palavra se converte, deste modo,
em autêntico alimento para nossa vida.
Por isso, dispomo-nos a escutar esta Palavra em comunhão com toda a Igreja.
Pausa
Este quarto domingo da Quaresma também é chamado
de Domingo Laetare, porque a antífona de abertura
começa com a passagem de Isaías:
“Alegrai-vos (Laetare, em latim) com Jerusalém vós todos que a amais”
Em meados do caminho quaresmal de penitência,
a Igreja nos convida a fazer uma pausa
para ser capaz de discernir o objetivo: a alegria perfeita da Páscoa,
e saborear uma antecipação.
Pausa
Irmãos e irmãs,
no meio de nossas tribulações,
no mais profundo dos nossas provações,
a Igreja nos convida a contemplar
e desejar o objetivo final:
a abençoada ressurreição que nos foi prometida
através de Jesus Cristo Nosso Senhor.
com Ele, n’Ele.
Agora nos preparamos, em silêncio, para abrir nossos corações.
Depois de um verdadeiro momento de silêncio, todos se levantam e fazem o sinal da cruz dizendo:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amén.
O condutor continua:
Para nos prepararmos para receber a Palavra de Deus
para que ela possa nos regenerar,
reconheçamos nossos pecados.
Em seguida, faz o rito penitencial. Por exemplo:
Senhor, tem piedade de nós.
Porque pecamos contra ti.
Mostre-nos, Senhor, sua misericórdia.
E nos dê sua salvação.
Que Deus Todo-Poderoso tenha piedade de nós,
perdoe nossos pecados,
e nos conduza à vida eterna.
Amén.
Recitamos ou cantamos:
Senhor, tende piedade.
Senhor, tende piedade.
Cristo, tende piedade.
Cristo, tende piedade.
Senhor, tende piedade.
Senhor, tende piedade.
O condutor recita a oração:
Alegra-te, Jerusalém,
e que se reunam todos que a amam.
Que os tristes compartilhem sua alegria,
venham saciar-se com sua felicidade
Amén
Em seguida, leem-se as leituras da missa deste quarto domingo da Quaresma. A pessoa encarregada da primeira leitura permanece de pé, enquanto as outras pessoas ficam sentadas.
PRIMEIRA LEITURA
Davi é ungido rei de Israel.
Leitura do Primeiro Livro de Samuel 16,1b.6-7.10-13a
Naqueles dias, o Senhor disse a Samuel:
Enche o chifre de óleo e vem
para que eu te envie à casa de Jessé de Belém,
pois escolhi um rei para mim entre os seus filhos.
Assim que chegou, Samuel viu a Eliab e disse consigo
‘Certamente é este o ungido do Senhor!’
Mas o Senhor disse-lhe: Não olhes para a sua aparência
nem para a sua grande estatura, porque eu o rejeitei.
Não julgo segundo os critérios do homem: o homem vê as
aparências, mas o Senhor olha o coração’
Jessé fez vir seus sete filhos à presença de Samuel,
mas Samuel disse:
‘O Senhor não escolheu a nenhum deles’.
E acrescentou: ‘Estão aqui todos os teus filhos?’
Jessé respondeu: Resta ainda o mais novo
que está apascentando as ovelhas’.
E Samuel ordenou a Jessé: ‘Manda buscá-lo, pois não
nos sentaremos à mesa enquanto ele não chegar’.
Jessé mandou buscá-lo.
Era Davi, ruivo, de belos olhos e de formosa aparência.
E o Senhor disse: ‘Levanta-te, unge-o: é este!’
Samuel tomou o chifre com óleo e ungiu a Davi
na presença de seus irmãos.
E a partir daquele dia o espírito do Senhor
se apoderou de Davi.
Palavra do Senhor.
A pessoa encarregada de ler o salmo coloca-se de pé, enquanto os outros permanecem sentados.
Salmo 22
O Senhor é o pastor que me conduz;
não me falta coisa alguma.
O Senhor é o pastor que me conduz;
não me falta coisa alguma.
Pelos prados e campinas verdejantes
ele me leva a descansa. R/
Para as águas repousantes me encaminha,
e restaura as minhas forças. R/
Ele me guia no caminho mais seguro,
pela honra do seu nome.
Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,
nenhum mal eu temerei.
Estais comigo com bastão e com cajado,
eles me dão a segurança! R/
Preparais à minha frente uma mesa,
bem à vista do inimigo;
com óleo vós ungis minha cabeça,
e o meu cálice transborda. R/
Felicidade e todo bem hão de seguir-me,
por toda a minha vida;
e, na casa do Senhor, habitarei
pelos tempos infinitos. R/
O encarregado da segunda leitura coloca-se de pé.
SEGUNDA LEITURA (Efésios 5,8-14)
“Levanta-te dentre os mortos e sobre ti Cristo resplandecerá.”
Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios 5,8-14
Irmãos:
Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor.
Vivei como filhos da luz.
E o fruto da luz chama-se: bondade, justiça, verdade.
Discerni o que agrada ao Senhor.
Não vos associeis às obras das trevas,
que não levam a nada; antes, desmascarai-as.
O que essa gente faz em segredo,
tem vergonha até de dizê-lo.
Mas tudo que é condenável torna-se manifesto pela luz;
e tudo o que é manifesto é luz.
É por isso que se diz:
‘Desperta, tu que dormes,
levanta-te dentre os mortos
e sobre ti Cristo resplandecerá.’
Palavra do Senhor.
Todos se levantam no momento em que se recita ou canta a aclamação do Evangelho:
Honra e glória a Ti, Senhor Jesus.
Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor;
quem me segue terá a luz da vida.
Honra e glória a Ti, Senhor Jesus.
Em seguida, passa-se à leitura do Evangelho.
EVANGELHO (João 9,1-41)
“O cego foi, lavou-se e voltou enxergando.”
Evangelho segundo São João 9,1-41
Naquele tempo, Jesus encontrou no seu caminho um cego de nascença.
Os discípulos perguntaram-Lhe: «Mestre, quem é que pecou para ele nascer cego? Ele ou os seus pais?».
Jesus respondeu-lhes: «Isso não tem nada que ver com os pecados dele ou dos pais; mas aconteceu assim para se manifestarem nele as obras de Deus.
É preciso trabalhar, enquanto é dia, nas obras daquele que Me enviou. Vai chegar a noite, em que ninguém pode trabalhar.
Enquanto Eu estou no mundo, sou a luz do mundo».
Dito isto, cuspiu em terra, fez com a saliva um pouco de lodo e ungiu os olhos do cego.
Depois disse-lhe: «Vai lavar-te à piscina de Siloé»; Siloé quer dizer «Enviado». Ele foi, lavou-se e ficou a ver.
Entretanto, perguntavam os vizinhos e os que antes o viam a mendigar: «Não é este o que costumava estar sentado a pedir esmola?».
Uns diziam: «É ele». Outros afirmavam: «Não é. É parecido com ele». Mas ele próprio dizia: «Sou eu».
Perguntaram-lhe então: «Como foi que se abriram os teus olhos?».
Ele respondeu: «Esse homem que se chama Jesus fez um pouco de lodo, ungiu-me os olhos e disse-me: “Vai lavar-te à piscina de Siloé”. Eu fui, lavei-me e comecei a ver».
Perguntaram-lhe ainda: «Onde está Ele?». O homem respondeu: «Não sei».
Levaram aos fariseus o que tinha sido cego.
Era sábado esse dia em que Jesus fizera lodo e lhe tinha aberto os olhos.
Por isso, os fariseus perguntaram ao homem como tinha recuperado a vista. Ele declarou-lhes: «Jesus pôs-me lodo nos olhos; depois fui lavar-me e agora vejo».
Diziam alguns dos fariseus: «Esse homem não vem de Deus, porque não guarda o sábado». Outros observavam: «Como pode um pecador fazer tais milagres?». E havia desacordo entre eles.
Perguntaram então novamente ao cego: «Tu que dizes d’Aquele que te deu a vista?». O homem respondeu: «É um profeta».
Os judeus não quiseram acreditar que ele tinha sido cego e começara a ver. Chamaram então os pais
dele e perguntaram-lhes: «É este o vosso filho? É verdade que nasceu cego? Como é que ele agora vê?».
Os pais responderam: «Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego;
mas não sabemos como é que ele agora vê, nem sabemos quem lhe abriu os olhos. Ele já tem idade para responder; perguntai-lho vós».
Foi por medo que eles deram esta resposta, porque os judeus tinham decidido expulsar da sinagoga quem reconhecesse que Jesus era o Messias.
Por isso é que disseram: «Ele já tem idade para responder; perguntai-lho vós».
Os judeus chamaram outra vez o que tinha sido cego e disseram-lhe: «Dá glória a Deus. Nós sabemos que esse homem é pecador».
Ele respondeu: «Se é pecador, não sei. O que sei é que eu era cego e agora vejo».
Perguntaram-lhe então: «Que te fez Ele? Como te abriu os olhos?».
O homem replicou: «Já vos disse e não destes ouvidos. Porque desejais ouvi-lo novamente? Também quereis fazer-vos seus discípulos?».
Então insultaram-no e disseram-lhe: «Tu é que és seu discípulo; nós somos discípulos de Moisés.
Nós sabemos que Deus falou a Moisés; mas este, nem sabemos de onde é».
O homem respondeu-lhes: «Isto é realmente estranho: não sabeis de onde Ele é, mas a verdade é que Ele me deu a vista.
Ora, nós sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta aqueles que O adoram e fazem a sua vontade.
Nunca se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença.
Se Ele não viesse de Deus, nada podia fazer».
Replicaram-lhe então eles: «Tu nasceste inteiramente em pecado e pretendes ensinar-nos?». E expulsaram-no.
Jesus soube que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: «Tu acreditas no Filho do homem?».
Ele respondeu-Lhe: «Quem é, Senhor, para que eu acredite nele?».
Disse-lhe Jesus: «Já O viste: é quem está a falar contigo».
O homem prostrou-se diante de Jesus e exclamou: «Eu creio, Senhor».
Então Jesus disse: «Eu vim a este mundo para exercer um juízo: os que não veem ficarão a ver; os que veem ficarão cegos».
Alguns fariseus que estavam com Ele, ouvindo isto, perguntaram-Lhe: «Nós também somos cegos?».
Respondeu-lhes Jesus: «Se fôsseis cegos, não teríeis pecado. Mas como agora dizeis: “Nós vemos”, o vosso pecado permanece».
Palavra da Salvação.
A leitura conclui sem aclamação. Todos se sentam, e o condutor volta a ler lentamente, como se fosse um eco distante:
«Se fôsseis cegos, não teríeis pecado. Mas como agora dizeis: “Nós vemos”, o vosso pecado permanece»
Permanecemos cinco minutos em silêncio para meditar. Em seguida, todos se levantam e professam a fé da Igreja, recitando o símbolo dos apóstolos.
Creio em Deus Pai todo-poderoso,
criador do céu e da terra;
e em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor;
que foi concebido pelo poder do Espírito Santo;
nasceu na Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos,
foi crucificado morto e sepultado;
desceu à mansão dos mortos;
ressuscitou ao terceiro dia;
subiu aos céus,
está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso,
donde há de vir a julgar os vivos e os mortos;
creio no Espírito Santo,
na santa Igreja Católica,
na comunhão dos santos,
na remissão dos pecados,
na ressurreição da carne,
na vida eterna. Amém
Todos permanecem de pé para invocar a oração dos fiéis, segundo tenha sido preparada ou seguindo esta fórmula.
ORAÇÃO DOS FIÉIS
Senhor, envie seu Espírito
e renove a face da terra.
Senhor, envie seu dom de piedade ao nosso Papa Francisco,
aos nossos bispos e padres,
para que neste momento de provação
permaneçam como bons pastores, mais do que nunca,
liderando pelo exemplo
seus filhos no caminho da santidade. R.
Senhor, envie seu dom de conselho aos nossos governantes:
para que tomem as decisões certas para o bem comum. R.
Senhor, envie o dom da ciência aos nossos pesquisadores:
para que encontrem os remédios que salvam. R.
Senhor, envie o dom de amor aos médicos,
enfermeiros e pessoal da saúde,
para que sua entrega aos outros seja transfigurada. R.
Senhor, envia o dom de força aos enfermos,
para que eles tenham a coragem de oferecer seu sofrimento,
em união com a entrega de seu Filho Jesus Cristo. R.
Senhor, envie-nos o dom da sabedoria,
para que em todas as circunstâncias,
adoremos o plano amoroso de sua Providência.
Envie-nos também o dom da compreensão,
para nós encontremos na Palavra de Deus
as respostas para as nossas perguntas.
Finalmente, envie-nos o dom do temor de Deus
para que permaneçamos fiéis ao seu amor
e só tenhamos medo do que pode nos separar de Ti. R.
Ao final, o condutor introduz a oração do Senhor:
Unidos no Espírito e na comunhão da Igreja,
fiéis à recomendação do Salvador,
ousamos dizer:
Reza-se o Pai Nosso
Pai Nosso que estais nos Céus,
santificado seja o vosso Nome,
venha a nós o vosso Reino,
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do Mal.
E imediatamente todos prosseguem proclamando:
Teu é o reino, o poder e a glória para sempre, Senhor.
O condutor convida a dar a paz:
Acabamos de juntar nossa voz
à do Senhor Jesus para rezar ao Pai.
Nós somos filhos no Filho.
Na caridade que nos une,
renovados pela Palavra de Deus,
podemos trocar um gesto de paz,
sinal de comunhão
que recebemos do Senhor.
Faz-se o gesto da paz.
Sentamo-nos.
COMUNHÃO ESPIRITUAL
O condutor diz:
Como não podemos receber a comunhão sacramental,
O Papa Francisco nos convida urgentemente a realizar a comunhão espiritual,
também chamada de “comunhão do desejo”.
O Concílio de Trento nos lembra que
“trata-se de um desejo ardente de alimentar-se deste pão celestial,
unidos a uma fé viva que trabalha pela caridade,
e isso nos torna participantes dos frutos e graças do Sacramento”.
O valor da nossa comunhão espiritual
portanto, depende da nossa fé na presença de Cristo na Eucaristia,
como fonte de vida, amor e unidade,
e de nosso desejo de receber a Comunhão, apesar de tudo.
Com esta disposição, convido-vos a reclinar a cabeça,
fechar os olhos e viver um momento de recolhimento.
Silêncio
No mais profundo de nossos corações
deixemos crescer o desejo ardente de nos unirmos a Jesus,
em comunhão sacramental,
e de fazer que seu amor se faça vivo em nossas vidas,
amando nossos irmãos e irmãs como Ele nos amou.
Permanecemos cinco minutos em silêncio em um diálogo de coração a coração com Jesus Cristo.
Podemos cantar um cântico de ação de graças.
Colocamo-nos de pé.
O condutor pronuncia, em nome de todos, a fórmula da bênção:
Pela intercessão de São N.
[padroeiro da paróquia],
de todos os santos e santas de Deus,
que o Senhor da perseverança e da fortaleza
ajude-nos a viver o espírito de
sacrifício, compaixão e amor de Jesus Cristo.
Desta forma, em comunhão com o Espírito Santo,
daremos glória a Deus,
Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo,
pelos séculos dos séculos.
Amén.
É possível concluir a celebração elevando um cântico à Virgem Maria.
N2
A diferença entre ser católico e ser cristão
Os cristãos não católicos não estão sujeitos à autoridade do Papa, seguem apenas a Bíblia como norma de vida espiritual
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RELIGIÃO
A diferença entre ser católico e ser cristão
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Prof. Felipe Aquino | Mar 20, 2020
Os cristãos não católicos não estão sujeitos à autoridade do Papa, seguem apenas a Bíblia como norma de vida espiritual
Ser cristão, sem ser católico, é aceitar Jesus Cristo como Deus, tendo-o como Senhor e Salvador, sem a obediência ao Papa e a Igreja Católica. Os cristãos não católicos acreditam na divindade do Pai e do Espírito Santo.
Os cristãos não católicos não estão sujeitos à autoridade do Papa e a doutrina católica. Seguem apenas a Bíblia como norma de vida espiritual. Não têm um Magistério único e uma Tradição religiosa. Os mais numerosos são os ortodoxos, anglicanos e protestantes.
Os cristãos ortodoxos se separaram da Igreja Católica no ano 1054 com o cisma de Cerulário, mantiveram a sucessão apostólica e por isso têm validos a celebração dos Sacramentos. Cada comunidade tem o seu Patriarca (Jerusalém, Grécia, Istambul, Rússia, etc.) e não em um único chefe de todos.
Os cristãos anglicanos (episcopais) estão basicamente nos EUA e na Inglaterra, se separaram da Igreja católica em 1534, quando Henrique VIII assumiu a sua chefia no lugar do papa. Mantiveram uma certa semelhança com a Igreja católica, mas não têm a sucessão apostólica válida.
Os cristãos protestantes se separaram da Igreja católica a partir de 1517, quando Martinho Lutero rompeu com o Papa e a Igreja. Cada comunidade tem o seu pastor, algumas tem bispos. Há as comunidades mais antigas e tradicionais como os luteranos, batistas, congregacionalistas, adventistas, etc… E as milhares de outras denominações que têm caráter independente, dirigidas por um pastor.
Ser cristão e católico
Ser católico é acreditar na Santíssima Trindade como uma Trindade Divina, Una, em três pessoas igualmente divinas, um único Deus; estar submetido à autoridade do Papa, dos Bispos e dos Sacerdotes párocos; seguir a doutrina católica que, além da Bíblia tem o Sagrado Magistério do Papa e dos bispos, e a Sagrada Tradição que vem desde os Apóstolos, como revelação divina. Os consagrados em alguma Congregação Religiosa católica estão sujeitos a seus superiores.
Diz o nosso Catecismo que: “São incorporados plenamente à sociedade, que é a Igreja [católica], os que, tendo o Espírito de Cristo, aceitam a totalidade de sua organização e todos os meios de salvação nela instituídos e em sua estrutura visível – regida por Cristo por meio do Sumo Pontífice e dos Bispos se unem com Ele pelos vínculos da profissão de fé, dos sacramentos, do regime eclesiástico e da comunhão” (n. 837).
A fé católica é baseada principalmente em quatro pontos:
1 – nos Doze dogmas do Credo, o Símbolo Apostólico que vem dos Apóstolos (lex credendi), e que contém todas as verdades reveladas por Deus;
2- os sacramentos e sacramentais, que são canais de transmissão da graça salvífica de Deus (lex celebrandi);
3 – A moral católica que é centrada de modo especial nos Dez Mandamentos, nas virtudes teologais e morais, etc (lex vivendi);
4 – A vida espiritual, baseada na oração cristã, com forte ênfase no Pai Nosso (lex orandi).
N3
Goiás: tradicional procissão do Fogaréu é cancelada pela primeira vez em 275 anos
Um dos mais emblemáticos eventos da Semana Santa, a procissão vinha acontecendo na cidade colonial goiana todos os anos desde 1745
Pela primeira vez na história, desde que foi criada em 1745, não será realizada neste ano a tradicional procissão do Fogaréu na cidade colonial de Goiás, no centro do Brasil. Trata-se de uma das procissões mais impactantes da Semana Santa em todo o país. Anteriormente marcada para 8 de abril, a celebração previa uma participação de 60 a 65 mil pessoas neste ano. O cancelamento se deve às medidas excepcionais adotadas em grande parte do planeta para combater a pandemia da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.
O Arcebispo Metropolitano de Goiânia, dom Washington Cruz, divulgou nesta quarta-feira, 18, um comunicado em que reflete:
“A experiência deste mal comum nos revela a importância do bem comum. Por isso mesmo, evitemos abrir brechas na barragem de contenção do coronavírus, com escolhas irresponsáveis, e obedeçamos às disposições restritivas das autoridades competentes, comportando-nos com cautela e responsabilidade: ‘Ao proteger-me, protejo os mais fracos, os mais expostos: idosos, adultos frágeis, crianças doentes’. É esse o sentido de qualquer cancelamento ou adiamento, mesmo com sacrifício pessoal e comunitário, de muitas iniciativas que fazem parte da nossa ação evangelizadora e sacramental habitual”.
O arcebispo também orientou aos sacerdotes idosos e com doenças crônicas:
“Façam o sacrifício de se afastarem das aglomerações, não atendam confissões nem visitem enfermos neste período. Os sacerdotes mais novos, guardando os devidos cuidados, continuem a administrar, nos casos realmente graves, a Sagrada Unção dos Enfermos”.
A procissão do Fogaréu
Realizada em várias cidades brasileiras, a mais conhecida dessas procissões talvez seja a da cidade de Goiás, também chamada popularmente de Goiás Velho, a 300 quilômetros de Brasília. Tombada como Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco devido às obras arquitetônicas preservadas, a cidade costuma receber milhares de turistas durante a noite da Quarta para a Quinta-Feira Santa.
Conhecidos como Farricocos, devotos participam da procissão do fogaréu na cidade de Goiás; a cerimônia simboliza a prisão de Cristo e os fiéis encapuzados representam os soldados romanos. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil 2016
A procissão, tradicionalmente, começa à meia-noite, com as luzes das ruas de pedra já apagadas. A cidade passa a ser iluminada apenas pelas tochas levadas pelos “farricocos”, como são conhecidos os personagens descalços, de túnicas coloridas e máscaras pontiagudas, que representam os soldados romanos. Dezenas deles deixam a Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, uma das principais da cidade, e partem acompanhados pela multidão de fiéis pelas ruas à procura de Jesus Cristo.
Marcello Casal Jr/Agência Brasil 2016
O som de uma fanfarra transmite a solene tensão desse momento. A primeira parada é feita na Igreja do Rosário, que simboliza o local da Última Ceia. Mas Jesus não está mais lá. Fiéis e personagens marcham então para a Igreja de São Francisco de Paula, que simboliza o Jardim das Oliveiras: ali, o toque melancólico do clarim representa o decreto da prisão de Cristo, cuja imagem é estampada num pano de linho, erguido como prêmio num estandarte.
A tradição nascida na Península Ibérica, onde é realizada tanto na Espanha quanto em Portugal, foi introduzida em Goiás há 275 anos e, desde então, jamais tinha deixado de acontecer na cidade.
N4
Quaresma: Um tempo para fazer penitência, mas com limites
Fazer penitência não significa necessariamente buscar o martírio e sair exibindo por aí “rostos de quaresma”. Felizmente, o chamado à conversão pode ser vivido em alegria e amor. Este é um estado de espírito e um propósito para manter e lembrar
As “pequenas resoluções” nos permitem experimentar, através de nossas dificuldades, que somos pobres diante de Deus e que tudo vem Dele. É uma boa oportunidade para introduzir na oração da noite por exemplo uma canção de misericórdia como o “Kyrie eleison”, o Ato de contrição ou o Confesso a Deus.
Até onde você deve se restringir?
A Quaresma também é uma oportunidade por excelência para restaurar a ordem em sua vida, especialmente quando algo está machucando a família: romper um relacionamento sem futuro, reduzir um excesso ou vício (cigarro, celular, videogame, horário de trabalho, se possível, etc). Por que não decidir também consumir menos ou surfar menos nas redes sociais?! É importante identificar “não as coisas que não podemos mais fazer durante a quaresma, mas o que podemos fazer mais por Deus”.
A que ponto devemos suprimir a Nutella, o brigadeiro ou outras sobremesas deliciosas se todos não param de reclamar? Podemos escolher juntos o alimento que vamos renunciar. A abstinência é menos heroica – cada um é livre para fazê-la segundo a sua medida – mas ela une a comunidade, que é convidada a fazer um esforço em conjunto.
É preciso também saber como diminuir a pressão. As restrições familiares nos levam a coisas inesperadas às vezes. Por exemplo, pode ser que quando estamos com o estômago vazio, ficamos com raiva e sem energia! Então provavelmente é melhor fazer um lanche para evitar brigas ou estresses desnecessários. A oração não flui? Então precisamos revisá-la e adaptá-la, ouvindo e envolvendo cada membro de nossa família.
Yolande Bésida
N5
Por que a saúde é mais importante que a economia?
Os responsáveis pela organização do sistema econômico têm recursos para promover sua retomada. E a sociedade deve cobrá-los
A resposta à pergunta do título acima é óbvia, como se pode imaginar: no âmbito da saúde, são pessoas que morrem. No âmbito econômico, são relações de produção que se deterioram.
As pessoas, quando morrem, nenhuma sociedade pode trazê-las de volta. Mas as relações de produção, quando se deterioram, sim, é possível recuperá-las.
O sistema biológico – o âmbito da saúde – é o que vem primeiro na hierarquia dos sistemas que formam uma sociedade.
Ou seja, é a partir do sistema biológico que emergem os outros grandes sistemas sociais: o econômico, o político e o cultural.
O sistema biológico é a base dos sistemas econômico, político e cultural. Sem base biológica – sem saúde e sem vida – obviamente não há outros sistemas da sociedade humana.
Mas alguém poderia questionar: “com esse raciocínio você parece não estar muito preocupado diante do fato de que o colapso do sistema econômico também causaria mortes e danos à sociedade”.
É claro que estamos preocupados. Todos estamos muito preocupados com a manutenção e o bom funcionamento do sistema econômico.
Uma sociedade, para considerar-se desenvolvida, deve necessariamente ter em bom funcionamento seus quatro grandes sistemas: o biológico (instância da vida e da saúde), o econômico (âmbito da produção e dos recursos), o político (campo das decisões e do exercício da liberdade) e o cultural (âmbito do conhecimento).
Cada pessoa deve colaborar para o bom funcionamento desses quatro sistemas. Se formos bem sucedidos em construir uma sociedade em que esses quatro grandes sistemas funcionem em grau de excelência, esta certamente poderá ser considerada uma sociedade desenvolvida.
Agora, retornemos ao início de nosso artigo. O sistema de saúde tem primazia hierárquica sobre os demais sistemas em termos de emergência. Dito de forma mais simples: não podemos deixar as pessoas simplesmente morrerem. Pois, se elas morrerem, não haverá nenhum outro sistema social.
Com a crise do coronavírus assolando o mundo, é evidente que, além do sistema de saúde (biológico), os outros três grandes sistemas da sociedade (econômico, político e cultural) sofrerão impacto.
Mas os responsáveis pela organização do sistema econômico têm recursos para promover sua retomada. E a sociedade deve cobrar suas lideranças para que ofereçam as condições necessárias para a retomada econômica, assim que a crise do coronavírus passar.
Tenha certeza de que nenhum governo no mundo – em países desenvolvidos ou em desenvolvimento onde se vive em normalidade – seria irresponsável ao ponto de permitir o colapso econômico. A sociedade teria instrumentos para trocar seus líderes antes que eles falhassem completamente nesse ponto.
Para qualquer grupo político hoje, a principal cobrança de desempenho e de resultados é no campo econômico. Tenha certeza de que os políticos estão preocupados com isso. E não deixe de reforçar a sua cobrança e participação nesse âmbito.
Agora, para o sistema biológico, vale o que um velho amigo meu costuma dizer nos aniversários: “eu te desejo saúde, prosperidade e saúde”.
Ou seja, um pouco mais de saúde nunca fará mal a ninguém.
Que todos nós superemos esta crise e possamos ter saúde e prosperidade.
E, além disso, que possamos ter um pouquinho mais de saúde, a qual nos dê uma energia extra para construir um sociedade justa, fraterna e desenvolvida.
N6
Sacerdote em estado grave, sua mãe morreu, mas ele continua a “atender”
Atualmente, os padres católicos estão na primeira linha, expondo-se ao contágio para cuidar espiritualmente de tantas pessoas que sofrem
O padre Jon dirige a paróquia de Santiago Apóstolo, em Valdemoro, uma das cidades mais afetadas pelo coronavírus na Espanha. Ele é um jovem padre que vive com seus pais idosos e necessitados.
A pandemia de coronavírus o atingiu com força: sua mãe morreu ontem no Hospital Valdemoro, enquanto ele permanece em uma área de UTI do mesmo prédio.
Até algumas horas antes dela morrer, mãe e filho dividiam um leito, um “luxo” agora, visto em perspectiva, sabendo que existem pacientes isolados e que não conseguem se comunicar com outros pacientes da família. Quando o filho foi transferido, ele sabia que a estava vendo pela última vez.
Em Valdemoro, a situação é muito difícil. Por razões de saúde, a cremação dos corpos é necessária para evitar novas infecções, mas, segundo outro sacerdote, pe. Julián Lozano, da mesma diocese de Getafe, “as casas funerárias estão lotadas e será necessário esperar 3 ou 4 dias para realizar a cremação.”
De certa forma, o momento lembra os anos da peste na Europa, na Idade Média. Ontem, Rosella Cannevari, uma “influenciadora digital” especializada em viagens e agora confinada em Milão, explicou em um vídeo que em Bergamo há um funeral a cada meia hora, e que os parentes não podem comparecer: apenas o padre diante do falecido.
“Pulvis eris et pulvis reverteris” (tu és pó e ao pó retornarás), acabamos de recordar na Quarta-feira de Cinzas.
Parece impossível, mas o século XIV não está tão longe: agora somos lembrados de quão frágil é nossa condição humana.
No entanto, em meio a tanta dor, o testemunho do padre Jon permanece como um lembrete do essencial: a força do sacerdócio. Ele é uma ovelha e um pastor com o cheiro das ovelhas.
HOSPITAL
Twitter | @ayto_valdemoro
O padre Jon está internado em estado grave no hospital Valdemoro e com ele muitos dos paroquianos de sua paróquia.
Ontem, ele enviou uma mensagem de áudio a seus paroquianos, que foi espalhada pelo WhatsApp para muitas pessoas. Percebia-se que ele estava tendo problemas para respirar, mas sua mensagem era muito clara. É esta:
À MINHA PARÓQUIA DE SANTIAGO:
Querida família:
Como muitos de vocês já sabem, hoje minha mamãe faleceu.
Em paz, cercada por esses anjos em trajes verdes (um deles da nossa paróquia) que estão dando suas vidas com imenso profissionalismo e dedicação e afabilidade heróicas. Certamente seu outro anjo, seu anjo da guarda, a acompanhava.
Eu tive que deixá-la ontem.
O Dr. não gostou do meu estado, e eles me colocaram em um tipo de “Pré-UTI” que esses profissionais incríveis montaram.
O Hospital está em ordem, extremamente eficaz, dedicação ao máximo.
Minha saúde… delicada. Eu tenho uma grande pneumonia por coronavírus, e é ruim. É por isso que fui avisado várias vezes hoje que, no momento em que me virem pior, eles rapidamente me sedarão e me entubarão.
“Estou em paz. O Senhor me dá a paz.”
Estou emocionalmente em paz. O SENHOR ME DÁ A PAZ.
O sacrifício de ser “arrancado” de minha mãe foi preparado pelo momento difícil de nos vermos separados ontem, ao sair do leito.
Então, entreguei TOTALMENTE à Virgem e a São José a minha mãe.
E não há mais nada a falar…
‘Não há cruz, e se houver, Ele carrega’
Alguns colegas me contam sobre a cruz que vivo… NÃO HÁ ISSO. Realmente, realmente só vejo o Senhor, NÃO HÁ CRUZ, e se houver, Ele cobre com sua presença.
Os irmãos sacerdotes
Os irmãos sacerdotes que são mártires de Cristo vieram nos dar a unção e a comunhão no domingo e a comunhão ontem.
Papai está na paróquia. Testou positivo, mas não apresenta sintomas. E vocês estão sendo sua providência material e humana desta vez, pois eu não sei quanto tempo isso vai durar.
Por favor, rezem pelos três. Especialmente para a alma de minha mãe, e por meu pai, que nada aconteça com ele estes dias.
‘Um rio de humanidade, bondade e oração’
O maldito vírus está derramando na Espanha um rio de humanidade e bondade, E DE ORAÇÃO. Famílias que nunca tinham rezado juntas em casa, hoje estão rezando. NÃO DEIXEM DE REZAR.
‘Entrego-me, do leito, por vocês’
Amo-vos e me entrego por vocês, agora esta é a minha missa e o meu altar.
OBRIGADO A TODOS POR TANTO AMOR!
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