segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Jornal Correio da Paraíba - Milenium - 29 de dezembro de 2019

Milenium - Paraíba: Domingo, 29 de dezembro de 2019 / F1

Dell traz ao Brasil mais dois notebooks da família Inspiron
A Dell acaba de anunciar a chegada de dois novos modelos da família Inspiron no Brasil: Inspiron 14 5000 e Inspiron 15 5000. Com processadores Intel Core da 10ª geração, os notebooks são indicados para pessoas multitarefas, oferecendo o máximo de produtividade.

Os notebooks contam com leitor de impressão digital no botão de ligar e desligar, Windows Hello (que oferece ao usuário mais segurança), Dell Cinema (que disponibiliza uma experiência mais imersiva ao assistir a séries e filmes), e Dell Mobile Connect (para uma melhor integração entre o computador e smartphone).

O modelo Inspiron 14 5000 possui placa de vídeo NVIDIA Mx230, tela de 14 polegadas LED Full HD, processador Intel Core i5-10210U ou 10510U, 8 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento. Está disponível nas cores prata e lilás-prata suave, custando a partir de R$ 3.899.

Já o modelo Inspiron 15 500 chega com placa de vídeo NVIDIA MX 250, tela de 15,6 polegadas LED Full HD, processador Intel Core i5-10210U, até 16 GB de memória e 256 GB de armazenamento. Chega ao mercado nas cores prata e menta-prata suave, custando a partir de R$ 4.199.

Os modelos já estão disponíveis no site oficial da Dell.

F2

Mais caro que um carro! Novo Mac Pro vai custar R$ 56 mil no Brasil
Depois de muita ansiedade por parte do público, o Mac Pro e o Pro Display XDR já estão à venda nos Estados Unidos. Enquanto no país em questão o computador vai custar a partir de US$ 6 mil (o equivalente a R$ 24) em sua configuração inicial — que conta com processador Intel Xeon W de oito núcleos e 3,5GHz, 32GB de RAM1, um SSD2 de 256GB3 e uma placa gráfica AMD Radeon Pro 580X, no Brasil esse computador vai custar a partir de R$ 56 mil (ou R$ 50.399,10, à vista), o que significa que vai ser mais caro que um carro popular. Um Fiat Mobi, por exemplo, custa R$ 33,5 mil.

Tendo isso em mente, o cliente vai pode adquirir o novo Mac Pro com processador Intel Xeon W de 28 núcleos e 3,5GHz, 1,5TB de RAM, SSD de 4TB, duas placas gráficas AMD Radeon Pro Vega II Duo e uma placa aceleradora Afterburner por simplesmente US$ 52 mil (o equivalente a R$ 208 mil) nos EUA. Ainda nem se sabe o preço disso no Brasil. Há uma versão especial para racks que custará a partir de US$ 6,5 mil (R$ 26 mil) nos EUA e a partir de R$ 60 mil no Brasil.


Já o Pro Display XDR está custando a partir de US$ 5 mil (Cerca de R$ 20 mil) sem o Pro Stand (que custa US$ 1 mil) e sem um adaptador VESA que custa US$ 200 (R$ 800). O monitor já está disponível para compra no Brasil, por R$45 mil com vidro padrão a R$54 mil trazendo a tecnologia nano-texture, com o Pro Stand custando R$8,7 mil e o adaptador de montagem VESA custando R$ 1,7 mil. Vale lembrar que se o usuário dos EUA tiver o Apple Card, terá direito a 6% de cashback nas compras de hardware realizadas na Apple Store durante este mês, e todos esses produtos já podem ser comprados na Apple Online Store dos EUA.

F3

Inteligência Artificial com zero carbono é proposta de diretor de IA do Google

Maior conferência de machine learning e Inteligência Artificial (IA) do mundo, a NeurIPS, trouxe mais de 13.000 pesquisadores para o Canadá. Profissionais que discutiram como a IA é capaz de resolver sérios problemas do mundo, inclusive os efeitos das mudanças climáticas na Terra, como comentou Jeff Dean, o diretor de Inteligência Artificial do Google.

Ao lado de Dean no Workshop sobre Combate às Mudanças Climáticas, estavam também Yoshua Bengio, diretor do MILA (entidade dedicada à pesquisa de soluções em machine learning) e professor da Universidade de Montreal; Andrew Ng, cofundador do Google Brain e fundador do Landing.ai, e Carla Gomes, professora da Universidade Cornell (EUA).


Do Google, Jeff Dean discute impacto da IA na mudança climática (Foto: Reprodução/ Voxxed)
IA com Zero Carbono
No discurso de abertura, Jeff Dean - que é cientista da computação e engenheiro de software - explicou que “podemos fazer com que a computação [incluindo a IA] seja Carbono Zero, para que não contribua para o problema.” Além disso, ele quer ela seja realmente “usada para aplicar e encontrar soluções para alguns dessas questões.”

Vale lembrar que a política de Carbono Zero já é aplicada por algumas empresas e funciona para neutralizar a emissão de gases do efeito estufa. Em outras palavras, os gases emitidos durante a produção ou um trabalho devem ser repostos com o plantio de árvores, por exemplo.

Dean também abordou sobre formas de despertar mudanças comportamentais com a tecnologia, como ajudar as pessoas a entenderem sua pegada de carbono. São necessárias “observações cuidadosas e educação do público para incorporar uma linguagem que deixe claro que isso é uma coisa real, iminente, não inventada”, defendeu o cientista da computação.

Tecnologia trazendo soluções
Após pergunta do público sobre o compartilhamento estimado de emissões de CO2 no Google Maps, Dean explicou que o Google está analisando incluir mais informações nos seus resultados de pesquisa para fornecer aos usuários uma estimativa de produção de carbono tanto para as rotas que traçarem, como ao fazerem uma determinada encomenda em um e-commerce, por exemplo.

Além do Google Maps, há outros projetos com machine learning, do Google, que têm potencial para causar impacto climático. É o caso do Project Sunroof que analisa o telhado de uma pessoa e os padrões climáticos locais, prevendo a economia total caso os moradores optem por instalar painéis solares.

Para impactar um maior número de pessoas, Carla Gomes, professora da Universidade Cornelll, recomenda o trabalho, em conjunto com outros players fora da comunidade de pesquisa. “Eu me preocupo com Ciência da Computação. Achamos que somos bons em tudo - apresentando soluções completamente irreais e que não fazem sentido em um domínio específico. Por isso, é importante conectar-se com os especialistas e criar uma rede”, defende.

A conversa do painel também abordou a importância de incluir as pessoas afetadas pelas mudanças climáticas na criação de soluções destinadas a combater esse impacto, como moradores de regiões que sofrem com inundações.


Project Sunroof estima economia gerada com uso de energia solar (Foto via Pixabay)
Na prática
Em junho deste ano, um grupo de pesquisadores, que inclui Carla Gomes, Yoshua Bengio e Andrew Ng, publicou um artigo sobre formas de combater o aquecimento global com IA.

Bastante abrangente, o documento explora desde aplicativos com machine learning para mudanças climáticas, como previsão de eventos climáticos extremos, como também o IA para tornar cidades e sistemas de transporte e eletricidade mais eficientes.

Os autores defendem que o artigo não se limite apenas aos profissionais da área de IA, mas que possa ampliar o debate e o apelo do tema, incluindo a participação de empresários, investidores e líderes empresariais e governamentais.

Após as falas, os organizadores da conferência NeurIPS disseram que podem tornar a prática de Carbono Zero como um dos critérios, no futuro, para a submissão de novos artigos.

F4

Grávidas estão usando Realidade Virtual para amenizar a dor do parto

Já imaginou a seguinte cena: gestantes, nos estágios iniciais da gravidez, indo até hospitais para usar óculos de realidade virtual (VR)? É isso que está acontecendo no Hospital Universitário do País de Gales, localizado na cidade de Cardiff. Nesses casos, a tecnologia vem sendo usada para ajudar no relaxamento de futuras mães, principalmente que já tiveram experiências traumáticas envolvendo a gravidez. 

Essa abordagem até então inédita da VR para gestantes vem após séries de pesquisas que o Hospital Universitário do País de Gales vem testando. Em um primeiro momento, acreditava-se que esses óculos de realidade virtual poderiam auxiliar no próprio momento do parto. 

Segundo a chefe de obstetrícia do conselho de saúde de Cardiff, Suzanne Hardacre, a tecnologia espera oferecer uma alternativa para o controle da dor. Hardacre comenta ainda que "existe uma grande oportunidade, particularmente, de usar isso com mulheres em trabalho de parto precoce, para tentar ajudá-las a respirar e relaxar e tirá-las do momento".


Para reduzir ansiedade, gestantes usam óculos de realidade virtual em terapias (Foto: Reprodução/ BBC News)
Em testes com mães
Como explica a gestante Hannah Lelii, que testou o kit antes do nascimento de seu primeiro bebê, ele funciona igual "a um simulador". Como "são 360 ​​graus [de realidade virtual], então, quando me viro, tenho a visão que estaria atrás de mim ou ao meu lado", comenta sobre sua experiência. E ainda complementa que "isso me ajuda a relaxar."

Segundo Lelii, "mesmo que (a tecnologia) fosse útil nos estágios bem iniciais e depois você decidisse 'ah não, quero estar mais presente', ou 'quero tentar outra coisa', tudo bem". Isso porque acredita que por mais que "ajude por 20 minutos, uma hora, [qualquer ajuda] será uma coisa boa."

Após esses testes, Lelii se declarou uma "grande fã" da novidade e explica que escolha "pode não ser para todas [as grávidas] e pode não ser para todas as etapas do trabalho, mas acho que é outra alternativa" para distrair as dores.

Aplicações da tecnologia
A tecnologia da realidade virtual induz, em seus usuários, efeitos visuais e sonoros, que permitem total imersão no ambiente simulado. Dessa maneira, são capazes de interagir ou não com o que enxergam ao seu redor, dependendo das possibilidades do sistema utilizado. 

O mais interessante da VR é que a tecnologia se expandiu, lentamente, da arena de jogos e, agora, chega para auxiliar em terapias. Afinal, "uma estadia em hospital nunca é agradável. Portanto, mesmo se você olhar para ela do ponto de vista terapêutico, basta afastar as pessoas do ambiente desconfortável em que se encontram — é uma solução muito fácil de ter", explica a obstetra Hardacre.

Segundo a profissional, os óculos são entregues às mulheres em estágios iniciais do parto, quando elas possuem maior controle da situação. "Para coisas como parto prematuro no momento, podemos oferecer água, respiração e relaxamento", acrescentou Hardacre.

Aumentando a gama de alternativas para o relaxamento, "essa realidade virtual apenas traz outra dimensão para isso", conclui. Por enquanto, a expectativa é que a tecnologia seja útil, principalmente, para mulheres que já tiveram partos traumáticos.

No entanto, nada impede também que o experimento se estenda para outros tipos de terapia, na tentativa de acalmar e reduzir a ansiedade dos pacientes, de modo geral, nos hopsitais.

F5

Companhia aérea usa robô real em testes de atendimento no aeroporto de Guarulhos

A Gol começou a experimentar o atendimento com um robô no Aeroporto de Guarulhos. Mas é preciso ser mais claro: estamos falando de um aparelho físico, não só um bot programado para consulta. Chamada de GAL, ela é uma versão em hardware da inteligência artificial do site da companhia.

A tendência é de que aeroportos sejam cada vez mais automatizados. O motivo principal é que a demanda por voos deve crescer, mas não há nem espaço, nem equipe para lidar com tanta gente. Assim, uma assistente virtual como a Gal pode ajudar em procedimentos, como orientar sobre despacho de malas e check-in.

Segundo o diretor de aeroportos da Gol, José Luiz Belixior, o robô não vem ainda para tomar o lugar dos atendentes. “Ela será uma nova opção de contato, mas não substitui em nenhum momento as atividades de um dos nossos colaboradores”, explica.


Gal, robô de atendimento em Guarulhos (Foto: Divulgação/Gol)
Contudo, qual o objetivo de se ter uma assistente virtual física? A ideia é dar mobilidade para o robô. Segundo a empresa, a Gal vai se locomover por 10 pontos do aeroporto de Guarulhos. Assim, é possível que a inteligência artificial guie usuários até filas ou espaços de embarque.

O robô foi criado em parceria com a Ubtech, companhia da China especializada em robótica, e pla Puginbot, empresa nacional que desenvolveu o sistema de chatbot. A Gal conta ainda a plataforma de Inteligência Artificia Watson, da IBM. para que seu aprendizado evolua conforme o uso.

A peça ainda está em fases de testes no Aeroporto de Guarulhos, sendo que a ideia pode ser expandida para outros terminais aeroportuários do país. A Gal pode passar também a integrar mais funções como compra de passagens, troca de assentos e remarcação de voos em breve.

F6

Das TVs de tubo à tecnologia OLED: como as telas evoluíram em 100 anos

Desde a sua criação, no final da década de 20, a televisão tem sido uma das principais fontes de informação e entretenimento para bilhões de pessoas. Porém, com o passar dos anos, a tecnologia que envolve os televisores foi mudando de forma exponencial, com investimento em inovações que revolucionaram, principalmente, as experiências em qualidade de imagem e som oferecidas.

Até a década de 1990, eram as TVs de tubo que dominavam o mercado. A partir dos anos 2000, no entanto, outras tecnologias começaram a surgir, como as telas de plasma e LCD, painéis de cristal líquido que compõem a maioria das televisões até hoje, transformando apenas a forma como os pixels e retroiluminação são aplicados e utilizados para geração das imagens.

Uma dessas evoluções é a tecnologia NanoCell, que conta com nanocristais uniformes, de um nanômetro, aplicados diretamente no painel dos televisores, o que proporciona imagens ainda mais vivas e ricas em detalhes. A tecnologia pode ser considerada uma evolução da Quantum Dot, ainda utilizada em alguns modelos do mercado, já que esta conta com uma película para aplicação dos nanocristais, que têm tamanhos distintos que podem variar de dois a 12 nanômetros. Esses fatores podem interferir na absorção das cores, causando possíveis interferências de luz.


A televisão será (ou já é) a central de comandos da sua casa
Mas o que consideramos a principal evolução em relação à resolução de imagem é a tecnologia OLED. Apresentadas ao mercado em 2013, as televisões OLED contam com tecnologia com pixels que se autoiluminam – o que garante a ausência de luz em pixels que não precisam de brilho e, assim, proporciona o “preto puro” que cria um contraste infinito e, portanto, cores perfeitas e vibrantes, em qualquer ângulo de visão. Com isso, os televisores dispensam a camada de retroiluminação, presente em TVs LCD e LED, e, portanto, também entregam designs extremamente finos.

Recentemente, a LG realizou uma experiência justamente com o objetivo de exemplificar as diferenças entre essas tecnologias. Por meio da abertura de TVs, ao vivo, mostramos os componentes de cada uma delas, retroiluminação e camadas existentes. Durante a apresentação, foi possível destacar esse diferencial da tecnologia OLED, que conta apenas com a estrutura metálica, que dá suporte ao painel de OLED e película que energiza o painel.

Podemos dizer que o futuro das televisões está relacionado à ampliação das soluções de inteligência artificial e conectividade oferecidas pelos aparelhos. Após a popularização das Smart TVs, surgem ao mercado as televisões com inteligência artificial e integração com assistentes pessoais, como Google Assistente e Alexa, presentes em diversos modelos de OLED TVs. Assim, a experiência com os televisores é elevada a um outro nível, com a possibilidade de realizar pesquisas e gerenciar tarefas por meio do dispositivo, assim como controlar aparelhos inteligentes, transformando a televisão em uma central de comando da sua casa.

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