terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Cinema nacional na TV

 O cinema na tv aberta brasileira é loteado de filmes dos grandes estúdios norte-americanos.A Globo tem contrato com a Fox, Sony-Columbia, Paramount, Disney.O SBT exclusividade com a Warner Brothers, a Record acordo com a Universal (a Pictures e a do Reino de Deus também, não confundir com o Universal Channel na TV por assinatura) e a Bandeirantes tem parceria com a MGM.


Filmes nacionais nas grandes redes sempre foi uma raridade.A primeira emissora a ter uma sessão fixa de títulos brasileiros foi a extinta Rede Manchete, que hoje é a RedeTV!, que durante muitos sábados os apresentava as 10 e meia da noite no Cinema Nacional.



Silvio Santos lá pelos anos 93, 94 deu um surto, como tantos que já teve, como mexicanização, ratinização, copiação...enfim num desses rompantes, ele colocou no ar as famosas pornochanchadas da década de 70 e 80 na Sessão das Dez, logo após o seu bem-sucedido Topa Tudo por Dinheiro, mas como seu lendário hábito de "movimentar" a grade, ou por falta de novas aquisições, foi breve essa exibição do audiovisual em verde e amarelo no SBT.


A Bandeirantes timidamente por uns dois anos exibiu a sessão Made in Brazil, na época em que o Rogério Gallo era o diretor de programação.O difícil era manter a platéia ligada, porque a escassez do seu acervo era irritante.


A TV Cultura mantinha até uns dois anos atrás, acho, o Cine Brasil, com variedade razoável, mas continua na programação em um horário ingrato.


A Globo depois de muito tempo acordou, além de terem criado a Globo Filmes, produtora nacional do gênero, adquiriu vários títulos, que estiveram nas mãos da Manchete e da BAND e lançou primeiramente na sessão Intercine, que as segundas-feiras passou a ser chamada de Intercine Brasil, onde havia como praxe do programa, dois títulos para um ser escolhido pela maioria do público. Em 2007, ela foi extinta e entrou no ar a Sessão Brasil no mesmo espaço, só que com a grande parte dos filmes serem produtos da Globo Filmes. Vez ou outra no início do ano surge o Festival Nacional geralmente com produções inéditas, com uma variante chamada Premiére Nacional, com foco em filmes de drama.


Por fim, uma das melhores alternativas do telecine tupiniquim, o Cadernos de Cinema da TVE, onde além de exibir o filme, havia um debate no final para analisar o desempenho da história, comandado pela competente e simpática jornalista Vera Barroso, que com a chegada da pífia TV Brasil foi discretamente retirado do ar.


As tvs tinham que reservar um espaço maior para o cinema nacional.E não adianta dizer, que a Globo compra tudo, e não tem como manter uma sessão desse tipo no ar.Há muitos filmes nacionais bem-feitos perdidos por aí, que não existem nem VHS, e muito menos em DVD.

Era uma forma de manter viva a memória do nosso cinema.

domingo, 9 de janeiro de 2022

Orações coordenadas - definição, classificação e exemplos

 O que são Orações Coordenadas?

Orações coordenadas são orações que estão conectadas mas que não exercem função sintática uma na outra. Essas orações são conectadas através de conjunções ou vírgulas e possuem sentido completo, podendo ser entendidas separadamente e não dependendo da outra.


Aprenda também o que são conjunções.


Exemplo: 


orações coordenadas

Classificação das Orações Coordenadas

As orações coordenadas podem ser classificadas em orações assindéticas e sindéticas.


Orações Coordenadas Assindéticas

As orações coordenadas assindéticas são orações que não são conectadas por nenhum conectivo, sendo separadas por vírgulas.


Exemplos:


Fomos ao parque, comemos, jogamos, corremos.

Abriu a porta, suspirou, foi embora.

Só pensa em ficar em casa, comer, dormir.

Orações Sindéticas

As orações coordenadas sindéticas são orações que são ligadas por meio de conjunções coordenativas. Elas podem ser classificadas em:


Orações Sindéticas Aditivas

As orações coordenadas sindéticas aditivas exprimem uma ideia de adição à oração anterior.


Conjunções utilizadas: e, nem, também, bem como, como também, não só… mas também, não só… como também, não só… mas ainda, não somente… mas também, não somente… como também.


Exemplos:


Fomos ao parque e jogamos bola.

Gosto de ir ao cinema como também gosto de ver filmes em casa.

Orações Sindéticas Adversativas

As orações coordenadas sindéticas adversativas expressam uma ideia de oposição à oração anterior. O uso de vírgulas nessas orações é obrigatório.


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Conjunções utilizadas: mas, porém, contudo, todavia, senão, entretanto, no entanto, não obstante, ainda assim, apesar disso, mesmo assim.


Exemplos:


Elas queriam ir à praia, porém estava chovendo.

Ele sempre trabalha, no entanto, nunca tem tempo para descansar.

Orações Sindéticas Alternativas

As orações coordenadas sindéticas alternativas exprimem a ideia de alternância em relação à oração anterior. O uso de vírgulas é obrigatório entre as orações, mas caso haja somente uma oração sindética alternativa, o uso de vírgulas é opcional.


Conjunções utilizadas: ou, ou…ou, ora…ora, quer…quer, seja…seja, nem…nem, já…já, talvez…talvez.


Exemplos: 


Ora quer sair, ora quer ficar em casa.

Fale logo ou eu vou embora.

Orações Sindéticas Conclusivas

As orações coordenadas sindéticas conclusivas expressam a ideia de conclusão de uma ideia transmitida na oração anterior. O uso de vírgulas nesse caso é obrigatório.


Conjunções utilizadas: logo, pois (depois do verbo), portanto, assim, então, por isso, por conseguinte, por consequência, consequentemente.


Exemplos:


Namoram há cinco anos, logo devem se casar em breve;

Cheguei mais cedo, consequentemente vou ter que aguardar o horário.

Explicativas

As orações coordenadas sindéticas explicativas explicam uma ideia transmitida na oração anterior. O uso de vírgulas nesse caso é obrigatório.


Conjunções utilizadas: porque, pois (antes do verbo), porquanto, que, já que, visto que, dado que, uma vez que, isto é, ou seja, na verdade, a saber.


Exemplos:


Não fomos de carro, pois o trânsito estava cheio;

Ele não quis ir ontem, uma vez que estava cansado.

Oração subordinada - tipos e exemplos

 O que é Oração Subordinada?

Orações subordinadas são orações que exercem uma função sintática em relação à oração principal. Isso significa que elas dependem da principal para fazer sentido, pois completam o seu significado.


Dependendo da função sintática que exercem, as orações subordinadas podem ser classificadas em: substantivas, adjetivas ou adverbiais. (Por isso é importante saber o que é sintaxe antes de continuarmos.)


Exemplo de oração subordinada

“Eu espero que você consiga ir à festa”.


Nesta frase temos duas orações: “Eu espero” // “que você consiga ir à festa”. 


Quando lemos a primeira oração sozinha “Eu espero”, nós percebemos que ela não veio depois de algo, mas está no início do sentido. Assim, é preciso que algo a complete em seguida, então ela é a principal.


Se lermos a segunda oração sozinha “que você consiga ir à festa”, ficamos com a sensação de que está faltando algo antes dela. Nossa própria mente entende que ela deve estar se referindo a algo anterior, por isso ela é a subordinada.


Outra forma de identificar isso é que a segunda oração completa o sentido do verbo transitivo direto “espero” na primeira oração. Portanto, a oração subordinada exerce a função sintática de objeto direto.


Ainda está com dúvida? No próximo tópico nós vamos te explicar as coisas desde o início, relembrar conceitos e falar sobre os Tipos de Orações Subordinadas.

Relembrando: o que é uma Oração?

A oração é uma palavra (ou o conjunto delas) que transmite uma mensagem. O centro da ação é expressado usando um verbo. 


Já que tudo gira em torno da ação verbal, os outros termos da oração podem ser classificados em:


Termos Essenciais: são fundamentais para saber de onde veio o verbo (sujeito e predicado).

Termos Integrantes: completam o sentido individuais de cada tipo de verbo (Complementos verbais objetivos diretos e indiretos, Complementos nominais e Agente da passiva).

Acessórios: possuem uma função secundária ou até dispensável (Adjuntos adnominais, Adjuntos adverbiais e Apostos).

Tipos de Orações

Para finalizar o entendimento das orações, é importante saber que elas podem ser classificadas de dois modos, dependendo de o quão completo é seu sentido:


Orações Coordenadas: são aquelas sintaticamente independentes, ou seja, não precisam da outra para terem sentido completo. (Ex: Eu fui dormir).

Orações Subordinadas: são aquelas que desempenham uma função sintática em relação à oração principal, complementando seu sentido e sendo dependente dela.


A partir daqui, vamos aprofundar nas subordinadas e conhecer seus tipos, com exemplos!


Tipos de Orações Subordinadas

No início do artigo, você viu que a oração subordinada do exemplo tinha uma função sintática específica. Cada função pertence a uma categoria maior, que varia de acordo com a forma que se comporta na relação entre a principal e a subordinada.


Por isso, dizemos que existem três tipos de orações subordinadas (Substantiva, Adjetiva e Adverbial), baseadas no comportamento que cada classe gramatical tem. Cada uma delas têm suas próprias subdivisões, conforme a função sintática que desempenhar.


Vamos conhecê-las:


O que são Orações Subordinadas Substantivas?

Orações Subordinadas Substantivas e exemplos

As Orações Subordinadas Substantivas desempenham papel de substantivo. Por isso, podem ser encontradas nas frases com funções sintáticas de: sujeito, predicado nominal, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal ou aposto. 


Portanto, existem 6 tipos de orações substantivas, aquelas que podem ser substituídas pelos pronomes isso, esse e essa. Cada uma delas pode se apresentar na forma desenvolvida ou reduzida.


Desenvolvidas: orações introduzidas por conjunção integrante (que, se) ou por pronomes e advérbios interrogativos (quando, como, onde, por que, quem, qual, quanto, que).

Exemplo: “Ele afirmou que conhecia todos os membros do clube.”. 


Reduzidas: conjunções que não aparecem na frase. Para identificá-la, pode-se observar o verbo e fazer a substituição pelos pronomes já citados.

Exemplo: “Ele afirmou conhecer todos os membros do clube”.


Confira o artigo completo sobre Orações Subordinadas Substantivas, ou fique com o resumo a seguir:


Oração subordinada substantiva subjetiva

A oração exerce a função de sujeito da oração principal. 


Exemplo: “Não era permitido que pessoas fossem ao jogo sem ingresso”. 


Oração subordinada substantiva objetiva direta

A oração exerce a função de objeto direto, que complementa um verbo transitivo direto e não leva preposição. 


Exemplo: “As meninas disseram que não iriam”. 


Oração subordinada substantiva objetiva indireta

A oração exerce função de objeto indireto, que complementa um verbo transitivo indireto e leva uma preposição.


Exemplo: “Ele respondeu ao que haviam perguntado”. 


Oração subordinada substantiva completiva nominal

A oração exerce a função de complemento nominal. Sua função se assemelha com a do objeto indireto, pois também é precedido de preposição.


Entretanto, o complemento nominal completa o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio, enquanto o objeto indireto complementa o sentido de um verbo.


Exemplo: “Tenho esperança de que ele consiga chegar”.


Oração subordinada substantiva predicativa

Ela exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal. 


O predicativo é o termo que complementa o sujeito de uma oração ao atribuir uma qualidade a ele, e sempre é seguido de um verbo de ligação, que indica um estado (ser, estar, parecer, permanecer, ficar, continuar, andar, virar, tornar-se etc.).


Esse tipo de oração sempre aparece na estrutura: sujeito + verbo de ligação + oração subordinada substantiva predicativa. 


Exemplo: “A verdade era que eu tinha razão”.


Oração subordinada substantiva apositiva

A oração exerce função de aposto, que explica ou especifica melhor um termo anterior. A oração subordinada substantiva apositiva geralmente vem depois de dois-pontos, e eventualmente pode vir entre vírgulas ou travessões.


Exemplo: “Bruno fez um pedido: que estivéssemos juntos para sempre”.


O que são Orações Subordinadas Adjetivas?

Orações Subordinadas Substantivas e exemplos

Orações Subordinadas Adjetivas são as orações que têm a função de caracterizar um termo da oração principal, desempenhando a mesma função de um adjetivo.


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Elas são introduzidas por pronomes relativos (que, quem, qual, quanto, onde, cujo, como, quando). 


Há 3 tipos que costumam ser classificadas de acordo com sua capacidade de ampliar ou reduzir o sentido do termo a que se referem.


Exemplo: “Admiro pessoas que se esforçam”.


Confira o artigo completo sobre Orações Subordinadas Adjetivas, ou fique com o resumo a seguir:


Oração subordinada adjetiva explicativa

Adiciona uma informação acessória que amplia ou explica um detalhe de um conceito já definido. Aparece separada por vírgulas, travessões ou parênteses e pode ser retirada sem que haja modificação em seu sentido.


Exemplo: “O novo funcionário, que chegou ontem, já está se adaptando na empresa.”


Oração subordinada adjetiva restritiva

Esse tipo restringe o significado de um termo específico a que se refere. Não são separadas por pontuação e são essenciais para que a sentença seja compreendida.


Exemplo: “Marcelo é um dos únicos diretores que possui a aprovação de todos”.


Oração subordinada adjetiva reduzida

As orações reduzidas não são introduzidas por conjunções ou pronomes e apresentam verbos em uma das formas nominais.


Exemplo: “Já foram comidos os chocolates comprados por mim.”


O que são Orações Subordinadas Adverbiais?

Orações Subordinadas Adverbiais e exemplos

Orações Subordinadas Adverbiais são as orações que desempenham a mesma função que os advérbios.


Há 9 tipos que costumam ser classificadas de acordo com qual a condição que aquele advérbio expressa (causa, tempo, modo, etc.)


Confira o artigo completo sobre Orações Subordinadas Adverbiais, ou fique com o resumo a seguir:


Orações Subordinadas Adverbiais Causais

As Orações Subordinadas Adverbiais causais expressam a ideia de causa ou motivo do acontecimento da oração principal.


Exemplo: “Não fui até lá porque estava chovendo”.


Orações Subordinadas Adverbiais Comparativas

As Orações Subordinadas Adverbiais comparativas expressam a ideia de comparação.


Exemplo: “Rafaela é tão bonita quanto Bruna”.


Orações Subordinadas Adverbiais Concessivas

As Orações Subordinadas Adverbiais concessivas expressam a ideia de concessão.


Exemplo: “Fui junto com ele embora estivesse cansada.”


Orações Subordinadas Adverbiais Condicionais

As Orações Subordinadas Adverbiais condicionais expressam a ideia de condição.


Exemplo: “Vou até lá contanto que não demore muito”.


Orações Subordinadas Adverbiais Conformativas

As Orações Subordinadas Adverbiais conformativas expressam a ideia de conformidade.


Exemplo: “Entregamos os relatórios conforme as orientações passadas”.


Orações Subordinadas Adverbiais Consecutivas

As Orações Subordinadas Adverbiais consecutivas expressam a ideia de consequência.


Exemplo: “Estava cansada, tanto que fui embora”.


Orações Subordinadas Adverbiais Finais

As Orações Subordinadas Adverbiais finais expressam a ideia de finalidade.


Exemplo: “Adiantei todo o meu trabalho a fim de que pudesse sair antes do horário”.


Orações Subordinadas Adverbiais Temporais

As Orações Subordinadas Adverbiais temporais expressam a ideia de tempo.


Exemplo: “Rafael e eu estamos combinando desde a semana passada.”


Orações Subordinadas Adverbiais Proporcionais

As Orações Subordinadas Adverbiais proporcionais expressam a ideia de proporção.


Exemplo: “Quanto mais você fala, mais eu me estresso”.

Período composto - conceito e classificação

 Na Sintaxe, o Período é uma sentença que contenha Frase e Oração; quando há apenas uma oração chamamos de Período Simples e quando possui 2 ou mais, chamamos de Período Composto. Essas orações podem estar relacionadas por Coordenação ou Subordinação e assim podemos entender de fato o que é Período Composto.


Neste artigo sobre o que é Período Composto, você encontrará a matéria completa:


Diferença entre Frase, Oração e Período

O que é Período Simples + exemplos

O que é Período Composto + exemplos

Tipos de Orações Coordenadas

Tipos de Orações Subordinadas

Diferença entre Frase, Oração e Período

Antes de falar sobre Período Composto, precisamos ter em mente algumas noções básicas de Sintaxe, como quais são as formas de classificar as mensagens, veja:


O que é Frase

A Frase é todo conjunto de palavras que faz sentido ou expressa algo coerente, ou seja, é um enunciado completo que estabelece comunicação e pode ou não conter um verbo.


Exemplos:


Ai! 

(é uma onomatopeia, sem verbo, expressa dor)


Silêncio! 

(é um substantivo, sem verbo, expressa uma ordem)


Cheguei cedo em casa. 

(é uma frase com verbo que expressa a sua ideia)


O que é Oração

A Oração é um enunciado que contém, obrigatoriamente, uma forma verbal (verbo ou locução verbal). 


Dica: para contar quantas orações há em uma frase ou período, basta contar o número de verbos e locuções!


Exemplos:


Estou muito feliz ultimamente!

(É uma oração com o verbo)


Tenho vivido de forma intensa, já pulei de paraquedas e voei em um planador!

(Há 3 orações, uma com locução verbal e outras duas com verbos)


O que é Período

O Período é um enunciado completo, composto de uma ou mais oração, que faça sentido e tenha determinado o começo (letra maiúscula) e o fim (alguma pontuação: final, interrogativa ou exclamativa). 


Veja a seguir quais são os tipos de período e seus exemplos:


O que é Período Simples + exemplos

O Período Simples é toda aquela sentença que possuir uma oração, ou seja, um único verbo. Essa é chamada de oração absoluta.


Exemplos:


Cristina comeu todas as fatias do bolo?

Ai… furou meu pé!

Acho ele bem profissional.

O que é Período Composto + exemplos

Um Período é Composto quando for uma sentença que contenha no mínimo duas orações, ou seja, quando possuir dois ou mais verbos. Podem ser coordenadas, principais, subordinadas ou reduzidas.


Exemplos:



Espero que ele me chame para ir ao teatro.

Nadou tanto para morrer na praia!

Deseja que a carne venha em qual ponto?

Observe que alguns desses verbos apresentam sentidos que se interligam, ou seja, há uma relação entre eles. Por isso, quando se trata de Período Composto, podemos dividí-los em dois grupos: os que são compostos por relação de coordenação ou por subordinação. 


O que são Orações Coordenadas: tipos e exemplos

No período composto por coordenação, as orações não exercem funções sintáticas entre si, ou seja, sua característica é ser independente. Ao ler uma delas sozinha, o sentido está completo.


Exemplos:


Dormi, sonhei, acordei e tomei um chá.

(Período composto por 4 orações coordenadas, pois se lermos cada uma delas individualmente ainda faz sentido.)


João foi ao cinema, mas ele não compreendeu o que viu.

(Período composto por 2 orações coordenadas, pois se lermos cada uma delas separadas, entendemos tudo o que foi expresso: “João foi ao cinema” e “ele não compreendeu o que viu”.)


As Orações Coordenadas podem ser classificadas em Sindéticas ou Assindéticas de acordo com o uso ou não de conjunção. São assindéticas quando não são ligadas por conjunção, são apenas separadas por vírgula e sindéticas quando ligadas por conjunção.


As Sindéticas ainda apresentam 5 tipos, de acordo com a conjunção que usam: Aditivas, Alternativas, Adversativas, Explicativas e Conclusivas.


Exemplos: 


Eu corri, pulei, descansei e cochilei. 

As três primeiras orações são assindéticas e a quarta é sindética aditiva porque possui a conjunção “e”. 


Carlota foi ao clube, mas ela não se divertiu.

A primeira oração é assindética e a segunda é sindética adversativa porque possui a conjunção “mas”.


O que são Orações Subordinadas: tipos e exemplos

No período composto por subordinação, há uma oração principal com sentido completo e as demais têm funções sintáticas em relação à principal, pois seu sentido depende da primeira para ficar completo.


Exemplos


Vou comprar um protetor solar, depois irei à praia.

(A primeira oração é a principal, pois contém sentido próprio. A segunda fica com seu sentido incompleto se lermos só: “depois irei à praia”; depois de quê?)


Vamos nos esconder quando ele chegar!

(A primeira oração é a principal, pois contém sentido próprio. A segunda fica com seu sentido incompleto: “quando ele chegar…”; quando o quê?)


Elas são divididas em três grandes grupos e, dentro deles, recebem nome e sobrenome  para cada função sintática que assumir: sujeito, objeto direto ou indireto, complemento nominal, adjunto adverbial ou nominal, aposto e agente da passiva.


Oração Subordinada Substantiva (7): subjetiva, objetiva direta e indireta, completiva nominal, predicativa, apositiva e agente da passiva*.

Oração Subordinada Adjetiva (2): explicativa e restritiva.

Oração Subordinada Adverbial (11): causais, comparativas, concessivas, condicionais, conformativas, consecutivas, finais, temporais, proporcionais, modais*, locativas*.

Não reconhecidas pela NGB (Nomenclatura Gramatical Brasileira), mas existem.

Termos da oração - definição, classificação e exemplos

 Os termos da oração são aquelas palavras que têm uma função sintática bem definida. Eles podem ser divididos em três grupos de acordo com a sua relevância: termos essenciais (sujeito e predicado), termos integrantes (objeto direto, objeto indireto, complemento nominal e agente da passiva) e termos acessórios (adjunto adnominal, adjunto adverbial, aposto e vocativo). 


Neste artigo sobre os termos da oração, você encontrará:


O que significa ser um termo da oração?

Quantos e quais são os termos da oração?

Termos essenciais, integrantes e acessórios 

Exemplos explicados!

O que significa termos da oração?

Na Língua Portuguesa, um termo é simplesmente uma palavra que possui função específica. Neste caso estamos no contexto da Sintaxe, então o termo é analisado dentro da função sintática que ele desempenha na oração.


Já a oração é o conjunto de palavras que transmite uma mensagem. Nela, a ação principal é expressa pela presença de um verbo. 


A oração é constituída por diversos termos, daí surge a expressão termos da oração. Nesse contexto classificamos e agrupamos os termos dependendo de suas funções.


Quantos e quais são os termos da oração?

Os termos da oração são divididos e classificados em três grupos hierárquicos, isso significa que eles têm uma ordem de importância. Do mais relevante para o menos, os 3  grupos são: 


Termos essenciais

Termos integrantes

Termos acessórios 

Quais são os termos essenciais, integrantes e acessórios da oração?

Colocamos uma explicação mais detalhada a seguir para facilitar sua compreensão. Veja:


O que são Termos essenciais? 

São chamados de termos essenciais porque é necessário tê-los na oração para que ela exista. Sem eles, nada faz sentido algum e é em torno deles que toda a oração se organiza e está relacionada.


Sujeito

Ele é quem faz a ação, o protagonista, é sobre quem se declara algo. O verbo e os adjetivos se flexionam de acordo com ele. 


Exemplo:


“ Os cozinheiros atrasaram o jantar.”


O sujeito pode ser simples, composto, oculto, indeterminado ou inexistente. Ainda podemos dividi-los em partes como o núcleo e também artigos, pronomes, numerais e adjetivos. O núcleo do sujeito pode ser um substantivo, pronome, numeral ou qualquer palavra substantivada. Saiba mais sobre os sujeitos!


Predicado

O predicado é tudo aquilo que se diz sobre o sujeito. Quando identificamos o sujeito da oração e tiramos ele, tudo o que sobra é o predicado.


Exemplo:


“As alunas chegaram atrasadas por causa da chuva”


O predicado pode ser verbal, nominal ou verbo-nominal, mas você pode saber mais sobre isso no nosso artigo de predicados.

O que são Termos integrantes?

São chamados de termos integrantes porque completam o sentido dos verbos e dos nomes. Eles não possuem sentido completo em si (sozinhos) como os essenciais. Assim, eles integram o significado dos essenciais. 


Complementos nominais

Ele completa o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio. Necessariamente, precisa estar com uma preposição.


Exemplo:


“Não devemos ter medo de morrer”


O substantivo está em negrito e o complemento nominal está sublinhado.


Complementos verbais (objeto direto e objeto indireto)

Ele completa o sentido de um verbo dependendo de sua transitividade. Se for TD será um objeto direto, se for TI será um objeto indireto (com preposição).


Exemplos:


“Os funcionários ganharam prêmios“ (direto)


“Os professores precisam de reconhecimento“ (indireto)


O verbo está em negrito e o complemento verbal está sublinhado.


Agente da passiva

O agente da passiva só existe em orações que estão na voz passiva. Nesse contexto, ele é quem pratica a ação e sempre vem precedido pela preposição por ou de.


Exemplo:


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“ O último anel foi comprado pelo noivo.”


Observe que há voz passiva porque o anel foi comprado, ou seja, ele sofreu a ação que foi provocada pelo noivo, o agente da passiva.


O que são Termos Acessórios?

São chamados de termos acessórios porque suas informações são dispensáveis para o intuito principal da oração. Na realidade, eles desempenham uma função secundária e servem para caracterizar um ser, especificar ou exprimir alguma circunstância. 


Adjunto adnominal

Este é o termo que caracteriza, modifica, determina ou qualifica um substantivo. Não confunda com os complementos: eles servem para completar o sentido que segue adiante. Já os adjuntos adnominais modificam diretamente o substantivo.


Exemplo:


“O carro azul sofreu um acidente.”


Se tirássemos o adjunto adnominal da frase, a mensagem principal ainda seria transmitida: o carro sofreu um acidente.


Adjunto adverbial

Esse termo altera o sentido do verbo, do adjetivo ou do advérbio. Novamente, não confunda com os complementos! Os adjuntos adverbiais podem ser classificados dependendo do efeito que provocam: causa, finalidade, lugar, condição, dúvida…


Exemplo:


“ Xavier faltou à aula por causa da catapora”


Se tirássemos o adjunto adverbial de causa da frase, a mensagem principal ainda seria transmitida: Xavier faltou à aula.


Aposto

O Aposto é aquele que explica, resume, enumera, especifica, distribui ou compara outro termo. Muitas vezes vem deslocado da ordem direta e precisa estar entre vírgulas, dois-pontos, travessões ou parênteses.


Exemplos:


“Félix, o gato falante, é o personagem principal de um jogo”


“Gostei de tudo da festa: decoração, comida, local e convidados!”


E o Vocativo?

O vocativo é um termo independente, portanto não pertence à estrutura da oração. Ou seja, ele não deve ser associado aos termos da oração.


Afinal, ele é considerado um elemento do discurso e o utilizamos para criar uma relação de chamar a atenção do interlocutor.


Porém, quando transcrevemos um discurso, ele pode aparecer perto da oração. Como retirá-lo não causa nenhum efeito no sentido, acaba sendo citado no meio dos termos acessórios.


Exemplos do que é vocativo:


“ Oh, como é triste a vida sem você”


“ Mulher, case-se comigo!”

Concordância verbal - conceito, regras e exemplos

 Concordância Verbal é a relação estabelecida entre sujeito e verbo, algo que deve ser feito de acordo com a gramática. Ela deve ser feita em número (plural, singular) e pessoa (1º, 2°, 3°) . Em outras palavras: quando o sujeito está no singular, o verbo também deve estar. 


Ao final da leitura, você pode treinar com os exercícios sobre concordância verbal.


Neste artigo sobre Concordância Verbal, você encontrará:


O que é Concordância Verbal

Diferença de concordância verbal e nominal

Quais são as regras de concordância verbal para sujeitos simples e compostos

Outros casos especiais

O que é Concordância Verbal? (Exemplos)

A Concordância Verbal é a relação que precisamos estabelecer entre sujeito e verbo, só que de forma gramaticalmente correta. Em outras palavras, significa flexionar o verbo para concordar com o sujeito.


Lembre-se:


Sujeito: é a palavra da frase que mostra quem faz ou recebe a ação.


Verbo: é a palavra que expressa qual é essa ação.


A Concordância Verbal deve ser feita em número (plural ou singular) e pessoa (1º, 2°, 3°) ao mesmo tempo. 


Relembre:


As pessoas do singular são: eu (1°), tu (2°), ele/ela (3°). 


As pessoas do plural são: nós (1°), vós (2°), eles/elas (3°). 


Agora vamos ver exemplos de como isso tudo funciona:


Eu adoro o seu perfume.

Observe que o sujeito é a 1° pessoa do singular (eu). Assim, o verbo “adorar” se adequou a ele, virando “adoro”.


Marcos e Ana choraram quando perderam o tio.

O sujeito é formado por duas palavras: “Marcos e Ana”. Sabemos que se trata da 3° pessoa do plural, pois podemos substituir por “eles” sem prejudicar o entendimento.


Assim, os verbos “chorar” e “perder” se adequaram ao sujeito e se tornaram “choraram” e “perderam”.


Esse conteúdo costuma ser muito cobrado no exame da OAB, nos concursos e vestibulares, incluindo o ENEM, no 7° e no 9° ano do Ensino Fundamental, no 2º e 3º ano do Ensino Médio.

Qual a diferença entre Concordância Verbal e Nominal?

O nome já nos indica que a concordância verbal se refere ao verbo com o sujeito, concordando em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª, 3ª). 


Da mesma forma, o nome nos indica que a concordância nominal se refere aos nomes que caracterizam os substantivos (adjetivo, particípio, numeral, pronome, artigo). Eles devem concordar em gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou plural).


Quais são as regras de concordância verbal?

A regra básica ou geral da concordância verbal é o verbo concordar em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) com o sujeito daquela frase.


Pelo que explicamos até agora, você já entendeu e parece tudo muito simples, não é? 


Realmente nós já usamos esses recursos no dia a dia, desde que aprendemos a falar. Porém… no meio de uma redação você pode ficar com dúvida de como concordar quando o sujeito for composto, quando vier acompanhado de expressões, etc.


Realmente, existem vários casos especiais. São eles que nós iremos ver agora: 


Regras de concordância vebal para Sujeito Simples

A regra geral você já sabe, agora vamos ver os casos especiais de sujeito simples:


Sujeitos com coletivos

Quando for um coletivo, o verbo fica sempre no singular. 


Por mais que a ideia se refira a um conjunto, a palavra gramatical é singular, então o verbo deve ser também.


Exemplo:

A multidão acabou com o estoque da loja.


Atenção!


Se o coletivo estiver especificado, o verbo pode ser conjugado no singular ou no plural. Na via das dúvidas, fique sempre com o singular, embora o plural seja permitido!


Exemplos:

A multidão de clientes acabou com o estoque.


A multidão de clientes acabaram com o estoque.


Sujeitos com expressões partitivas (maioria de, maior parte)

Os coletivos partitivos são: “a maioria de”, “a maior parte de”, “grande número de”. Nesse caso, a concordância pode acontecer de qualquer uma das duas formas!


Exemplos:

A maior parte dos presentes se retirou.


A maior parte dos presentes se retiraram.


Sujeitos com pronome de tratamento

Quando o sujeito é um pronome de tratamento, embora eles se refiram à 2ª pessoa, o verbo fica sempre na 3ª pessoa (do singular ou do plural).


Exemplos:

Vossa Alteza pediu silêncio.


Vossas Majestades exigiram um banquete.


Sujeitos com locuções pronominais (alguns de nós, poucos de vós)

Com os pronomes interrogativos ou indefinidos no singular, o verbo concorda sempre no singular.


Exemplo:

Qual de vós me condenará?


Se houver palavra no plural, o verbo poderá concordar com o pronome interrogativo (quais, quantos) ou indefinido (alguns) ou pessoal (nós ou vós).


Exemplos:

Quais de vós me condenais?


Alguns de vós me condenam.


Sujeitos com expressões numéricas aproximativas (mais de, cerca de)

Nestes casos, o verbo concorda com o numeral que se segue após a expressão.


Exemplos:

Mais de uma mulher quis aproveitar a promoção.


Mais de dois homens quiseram o emprego.


Atenção!


Nos casos em que “mais de” indica reciprocidade ou vem repetida, o verbo vai para o plural.


Exemplo:

Mais de uma professora se cumprimentaram.


Mais de um casal, mais de uma família já perderam a esperança num futuro melhor.


Sujeitos com nomes próprios

Se não tiver artigo, o verbo ficará no singular mesmo que o sujeito seja um nome no plural. Se tiver artigo, o verbo concordará com o artigo.


Exemplos:

Estados Unidos é um país intrigante.


Os Estados Unidos são a maior potência bélica.


Em caso de títulos de obras, admitem-se as duas concordâncias.


Exemplos:


Os Sertões imortalizou Euclides da Cunha.


Os Sertões imortalizaram Euclides da Cunha.


Sujeitos com pronome relativo “que”

Nestes casos, o verbo concorda com o antecedente do pronome “que”.


Exemplo:

Fui eu que comi.


Sujeitos com pronome relativo “quem”

Agora, o verbo pode ser conjugado na terceira pessoa do singular ou concordar com o antecedente do pronome “quem”.


Exemplos:

Fui eu quem respondeu.


Fui eu quem respondi.


Sujeitos com “um dos que”

Este é mais um dos casos em que é opcional: o verbo pode ser conjugado no singular ou no plural, mas sempre lembrando da pessoa.


Exemplos:

Ele foi um dos que mais ajudou.


Ele foi um dos que mais ajudaram.


Sujeitos com porcentagem

No caso de expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o numeral ou com o substantivo a que essa porcentagem se refere.   


Exemplos:

50% do eleitorado apoiou a candidatura dele.


50% dos operários aprovaram a decisão do sindicato.


Caso o verbo aparecer anteposto à porcentagem, deverá concordar com o numeral.


Exemplo:

Aprovaram a decisão da reitoria 50% dos alunos.     


Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular.


Exemplo:

1% dos soldados não aprovou a decisão do comandante.  


Nos casos em que o numeral estiver acompanhado de determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural:


Exemplo:

Os 50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. 


Regras de concordância verbal para Sujeito Composto

A regra geral você já sabe, agora vamos ver os casos especiais de sujeito composto!


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Sujeitos com sinônimos

Quando o sujeito composto for formado por palavras que são sinônimos, o verbo pode ir para o plural ou ficar no singular e concordar com o núcleo mais próximo.


Exemplos:

Preguiça e lentidão resumiram aquele passeio.


Preguiça e lentidão resumiu aquele passeio.


Sujeitos com palavras em graduação e enumeração

Este é mais um dos casos em que o verbo pode flexionar no plural ou concordar com o núcleo mais próximo.


Exemplos:

Um mês, um ano, uma década não supriu a sede de vingança dele.


Um mês, um ano, uma década não supriram a sede de vingança dele.


Sujeitos com pessoas gramaticais diferentes

Quando há sujeitos de pessoas gramaticais diferentes, o verbo vai para o plural e concorda com a pessoa na ordem de prioridade.


Exemplo:

Eu, tu e joão só chegaremos depois do pôr do sol.


Observe que o sujeito é composto por eu (1ª), tu (2ª) e ele (3ª). Dentre esses, a 1ª pessoa do singular tem prioridade. Mas devemos passar para o plural, o que equivale a “nós”, ou seja, “nós chegaremos”.


Sujeitos ligados por “ou”

Os verbos ligados pela conjunção “ou” com sentido de adição concordam no plural


Exemplo:

Doces ou chocolate desagradam a quase ninguém.


Com sentido de retificação, o verbo concorda com o último elemento.


Exemplo:

A menina ou as meninas perderam muitos brincos no carro.


Com sentido de exclusão, o verbo fica no singular.


Exemplo:

Laís ou Elisa ganhará mais tempo para enviar, pois a energia de casa acabou.


Sujeitos ligados por “nem”

Quando os sujeitos são ligados por “nem”, o verbo vai para o plural.


Exemplo:

Nem chuva nem calor são esperados pelos meteorologistas.


Sujeitos ligados por “com”

Se o “com” tiver o mesmo sentido de “e”, ou seja, somando as ideias, o verbo vai para o plural.


Exemplo:

O cantor com sua família desembarcaram às 22 horas.


Quando “com” expressar “em companhia de”, o verbo concorda com o antecedente:


Exemplo:

O pianista, com toda a equipe técnica, resolveu mudar a data do espetáculo.


Sujeitos ligados por “não só, mas também”, “tanto, quanto”, “não só, como”

Nesses casos, o verbo vai para o plural ou concorda com o núcleo mais próximo.


Exemplos:

Tanto Eva como Adão comeram a maçã.


Não só Caio, mas também Ana participou da apresentação.


Sujeitos com o pronome“se”

Nos casos em que a palavra “se” for índice de indeterminação do sujeito, o verbo deve ser conjugado na 3ª pessoa do singular.


Exemplo:

Come-se bem neste restaurante.


No caso em que a palavra “se” é pronome apassivador, o verbo deve ser conjugado concordando com o sujeito.


Exemplo:

Construiu-se uma igreja no alto da montanha.


Construíram-se novas pontes para atravessar aquele rio.


Outros casos especiais

Por fim, vamos apresentar aqueles casos que não dependem do tipo de sujeito em si, mas que são marcados por outros elementos:


Sujeitos com verbos impessoais

Os verbos impessoais são aqueles que estão no infinitivo e não apresentam sujeito, então conjugamos apenas na 3ª pessoa do singular. 


Os principais verbos impessoais são “haver” (no sentido de existir, acontecer e realizar-se), “fazer” (quando indica tempo) e verbos que indicam fenômenos da natureza.


Exemplos:

Havia muitos cacos no chão.


Faz dois meses desde que saí de lá.


Sujeito resumido por um pronome

Quando o sujeito for resumido por um pronome indefinido, como “tudo”, “nada”, “ninguém”, “nenhum”, “cada um”; o verbo fica no singular.


Exemplo:

Amélia, Camila, Pedro, ninguém o convenceu de desistir dessa loucura!


Sujeitos ligados por “como”, “assim como”, “bem como”

Neste caso, o verbo é conjugado no plural.


Exemplo:

O trabalho, assim como o descanso, são essenciais para uma vida digna.


Sujeitos com expressão numérica

Há os casos em que os sujeitos têm locuções como “é muito”, “é pouco”, “é mais de”, “é menos de”. Se elas indicam preço, peso, medida, tempo e quantidade, o verbo fica sempre no singular.


Exemplo:

Quinhentos reais é muito para esse sapato!


Sujeitos com verbos “dar”, “soar” e “bater” 

Quando estão se referindo a tempo (horas), o verbo sempre concorda com o sujeito.


Exemplos:

Já deu uma hora que estou esperando.


Soaram três horas da manhã, e todos se assustaram.


Sujeitos com indicações de datas

Se isso aparecer no sujeito, o verbo deve concordar com a indicação numérica da data.


Exemplo:

Hoje são 14 de janeiro.


Mas o verbo também pode concordar com a palavra dia.


Exemplo:

Hoje é dia 14 de janeiro.


Concordância com o verbo ser

Quando o sujeito for representado por um dos pronomes: “tudo, nada, isto, isso, aquilo” ou os interrogativos “que ou quem”, o verbo “ser” ou “parecer” concordarão com o predicativo.


Exemplos:

Tudo são flores.


Aquilo parecem ilusões.


Que são estrelas?


Quando o sujeito ou predicativo da oração for pronome pessoal, a concordância se dará com o pronome. Se os dois termos (sujeito e predicativo) forem pronomes, a concordância será com o que aparece primeiro (o sujeito).


Exemplos:

Aqui o presidente sou eu.


Eu não sou tu.


Se o sujeito for pessoa, a concordância nunca será com o predicativo.


Exemplos:

O menino era as esperanças da família.


Nas expressões do tipo: “ser preciso, ser necessário” o verbo fica na 3ª pessoa do singular ou concorda com o sujeito posposto.


Exemplos:

É necessário aqueles materiais.


São necessários aqueles materiais.


Na expressão “é que”, se o sujeito não aparecer entre o verbo “ser” e o “que”, ficará na 3ª pessoa do singular. Se aparecer, o verbo concordará com o sujeito.


Exemplos:

Eles é que sempre chegam atrasados.


São eles que sempre chegam atrasados.


Sujeitos com verbos no infinitivo

Os verbos impessoais do infinitivo, nas seguintes situações, nós não conjugamos:


Quando têm valor de substantivo (Comer é o melhor a se fazer).

Quando têm valor imperativo (Direita, volver!).

Quando são os verbos principais de uma locução verbal (Íamos sair, mas choveu). Neste caso, a flexão ocorre no verbo auxiliar.

Quando são regidos por preposição e completam um termo anterior (Começamos a gritar).

Os verbos do pessoais do infinitivo devem ser flexionados quando queremos definir o sujeito (do tipo oculto).


Comprei a pizza para eles comerem. (fica implícito que fui “Eu” que comprei).

Figuras de pensamento - o que são e exemplos

 As figuras de pensamento são um grupo de figuras de linguagem cujo foco é criar uma ideia que vai além do sentido original. Há 9 delas: Ironia, Antítese, Paradoxo, Eufemismo, Hipérbole, Prosopopeia ou Personificação, Apóstrofe, Litote e Gradação. Cada uma delas é usada para gerar um efeito diferente, dependendo da intenção do falante.


Neste texto sobre Figuras de pensamento, você encontrará os tópicos abaixo. 


Clique em um deles para ir diretamente ao conteúdo!

Introdução: o que são figuras de linguagem?

As Figuras de Linguagem, também conhecidas como Figuras de Estilo, são recursos que podemos usar durante a comunicação. 


Eles são chamados de “estilísticas” porque são usados para dar ênfase a alguns aspectos e tornar a comunicação mais expressiva. Então podem ter diversos usos dependendo do estilo e da intenção do falante.



Quais os tipos de figuras de linguagem?

A linguagem é entendida como qualquer sistema de símbolos e códigos usados para expressar ideias e sentimentos (comunicação). Por isso, entendemos que ela tem origem no pensamento.


Assim, é possível expressá-la com diferentes recursos que dão ideia de ir além do literal. Há 4 formas de usá-los:


Figuras de Palavras ou Tropos (subvertem os significados).

Figuras de Sintaxe ou Construção (mudam as relações sintáticas).

Figuras de Som ou Harmonia (geram efeitos sonoros).

Figuras de Pensamento (mudam o sentido).


O que são Figuras de pensamento?

As Figuras de Pensamento são uma categoria de Figura de Linguagem. Elas são usadas quando queremos dar ênfase a uma ideia. 


Para isso, usamos uma forma de se expressar que muda a semântica (sentido) das palavras, seja para aumentar ou diminuir o impacto que a mensagem produz. Por isso, o sentido é entendido no pensamento de quem recebeu a mensagem, não na palavra. 


Assim, a principal característica das Figuras de Pensamento costuma ser o sentido conotativo. Isso significa que não é literal, mas é figurativo e simbólico. 


Estamos falando da sugestão de uma ideia, após ser motivada pela linguagem. Então a mudança de sentido não está no uso de uma palavra, mas começou a ser gerada no pensamento de quem falou e de quem recebeu.


Nessas figuras, as palavras não ganham novos significados, o que acontece é um jogo de estilo. É o modo de organizar as coisas em certo contexto que cria uma relação que vai além do literal. Assim, nós interpretamos a ideia de uma forma ambientada.


Quais são as Figuras de Pensamento?

Há 9 figuras de pensamento. São elas:


Personificação ou Prosopopeia.

Eufemismo.

Hipérbole.

Litote.

Gradação.

Paradoxo.

Antítese.

Ironia.

Apóstrofe.

Vamos entender o conceito e ver o exemplo de cada uma delas:


Prosopopeia ou Personificação

Essa figura é usada quando atribuímos uma ação, sentimento ou qualidade humana a seres não-humanos (objetos, animais, plantas, etc.).


Exemplo:


“O vento assobiou esta noite e eu senti arrepios.”


Nós sabemos que o vento (ser inanimado) não tem boca ou língua para assobiar. Porém, usamos essa palavra porque a vibração que seu movimento causa é semelhante ao som de um assobio humano. 


Eufemismo

Acontece quando usamos uma expressão para atenuar (não modificar, mas amenizar) o sentido original das coisas. É uma figura de pensamento usada quando a intenção é ser sutil e delicado ao falar.


Exemplo:


“Seu vovô virou estrelinha.”


Os adultos sabem que as pessoas morrem, mas muitos deles têm medo de falar dessa forma com os filhos. Por isso, recorrem ao uso do eufemismo para passar a mensagem da morte de forma sutil.


Hipérbole ou Auxese

Acontece quando o falante ou escritor aumenta exageradamente o sentido de algo. Essa figura de pensamento é usada para causar impacto em quem escuta ou lê. 


Exemplo: 


“Karla marcou comigo às 14:00, me deixou esperando mil anos e não apareceu”.


Sabemos que é impossível um ser humano viver e esperar alguém por mil anos. Por isso, a palavra foi usada para dar o sentido de que foi muito tempo aguardando a outra.


Litote

É uma figura de linguagem usada para amenizar um sentido, mas isso é feito negando o contrário do fato. 


Exemplo:


“Essa viagem não foi legal”.


Observe que o falante quis dizer que a viagem foi chata, mas ele poderia ser considerado grosseiro por falar explicitamente assim. Então, negou (usou o “não”) o contrário (“legal” é o contrário de “chato”). 


Gradação ou Clímax

Na figura da Gradação, há uma sequência de termos que estão dispostos em uma ordem significativa, hierárquica (crescente ou decrescente). Então, os elementos não foram colocados aleatoriamente, mas é essa disposição que passa a ideia pretendida.


Exemplo: 


“O chef chegou, sentou na cadeira, franziu o cenho, cerrou os dentes, bateu a mão na mesa e gritou que despediria todos”.


Repare na imagem que essa frase faz surgir na nossa mente. É como se passasse um filme pelo pensamento, em que as cenas vão crescendo em tensão. 


Tudo começa normal mas vão aparecendo sinais de que a coisa não está bem. Ao final, o clímax é atingido: despedir, um ato intenso.


Se a gradação for decrescente, chamamos de “anticlímax”.


Exemplo:


“Não me beijava mais, fugia dos meus abraços, desviava o olhar e agora não fica nem perto”.


Observe que, ao ler essa descrição, sentimos que o afeto entre o casal foi diminuindo gradativamente. Portanto, chegamos ao anticlímax.


Paradoxo ou Oxímoro

O paradoxo é o uso de sentidos contrários, aparentemente absurdos, mas que caminham para compor uma mesma ideia.


Exemplo: soneto de Luís de Camões.


Amor é um fogo que arde sem se ver


Amor é um fogo que arde sem se ver,


É ferida que dói, e não se sente;


É um contentamento descontente,


É dor que desatina sem doer.


É um não querer mais que bem querer;


É um andar solitário entre a gente;


É nunca contentar-se de contente;


É um cuidar que ganha em se perder.


É querer estar preso por vontade;


É servir a quem vence, o vencedor;


É ter com quem nos mata, lealdade.


Mas como causar pode seu favor


Nos corações humanos amizade,


Se tão contrário a si é o mesmo Amor?


Todo esse soneto está recheado de paradoxos. Ele utiliza ideias contraditórias e que, ao mesmo tempo, unem-se para dar significado a uma só coisa: o amor.


Como poderia haver uma ferida que não dói? Note que a palavra “ferida” não é o oposto da palavra “doer”. O que há é uma relação da ideia para além das palavras, por que na vida sabemos que toda ferida tem como consequência a dor. 


Portanto, o paradoxo é a negação da ideia (uma ferida que não dói) e que só pode existir porque se refere a uma situação, o amor.


O Classicismo é um movimento literário que usava muitos paradoxos.


Antítese

A antítese é uma figura de pensamento que associa ideias contrárias. Ela dispõe palavras ou expressões opostas para gerar uma oposição.


Exemplo:


“Morrer é lucro, viver é Cristo”


Nesta passagem bíblica, São Paulo apóstolo usa uma antítese para causar contraste. Seu intuito era indicar que a verdadeira vida plena seria imitar o Cristo, então usou palavras opostas (morrer e viver).


O Barroco é uma escola literária com traços religiosos e que também usa muito das antíteses para expressar suas ideias. 


Ironia

A Ironia é uma figura de pensamento que usa uma palavra querendo dizer o seu contrário. Isso é feito para causar um efeito de sarcasmo, ou seja, de dizer algo de maneira maliciosa,  crítica, ridicularizante ou humorística.


Exemplo:


“Nossa, fulana é um doce mesmo né? Típico dela fazer isso.”


Se essa frase foi dita em um contexto no qual a fulana fez algo errado ou se escutamos alguém dizer isso com um tom de voz impaciente, certamente está sendo irônico.


Isso porque a palavra “doce” remete a algo prazeroso, mas foi usado para se referir a algo ruim que aconteceu. Portanto, é uma ironia.


Apóstrofe

Essa figura de linguagem está presente nas expressões que têm a função semelhante ao vocativo, ou seja, são usadas para dar a ideia de apelo, pedido, imploro, preocupação, emoção intensa ou desespero. Nas orações religiosas é muito frequente.


Exemplo:


“Ó Céus! Aonde foi parar meu carro?”


Observe que dizer “Ó céus” é como clamar o céu, onde há seres que podem nos ajudar. Nesse caso, a pessoa não está literalmente chamando o céu, mas passando o sentido de que ela está um pouco perdida porque perdeu algo valioso e precisaria de ajuda.

Indecente ou indescente?

 Segundo as regras ortográficas da língua portuguesa, a palavra correta é indecente, sem o uso da letra s antes da letra c. A grafia indesce...